Nas Redes

Leão do circo com “conjuntivite” é a nova polémica nas redes

Nos últimos dias, uma imagem de um leão do circo Cardinali “vítima de maus tratos” viralizou nas redes como um símbolo da luta por uma arte sem animais. O empresário Victor Hugo Cardinali respondeu que se trata apenas de “uma conjuntivite” e lamentou a campanha de “difamação”.

Inegável é que a fera tem qualquer coisa junto ao olho direito, com a região envolvente ao olho esquerdo também a apresentar marcas.

Para muitos defensores dos animais, não restaram dúvidas: a imagem prova que o lugar dos animais não é nos circos.

E uma mensagem foi-se repetindo com a partilha da foto: “É assim que o circo Cardinali diz tratar bem os animais?”

O empresário circense garante que sim, que os animais são bem tratados.

Em declarações à Sábado, Victor Hugo Cardinali adiantou que “o leão em questão está com uma conjuntivite”.

“Pode acontecer como acontece aos humanos. Não se trata de um leão comum, mas sim de um leão branco e tem características especiais”, acrescentou, garantindo que o felino está a ser monitorizado por veterinários.

No entanto, a foto é a capa de uma petição para “Impedir o circo Cardinali de explorar animais selvagens“, endereçada à Câmara de Mafra (onde se encontra atualmente o circo) e subscrita por 16 mil pessoas.

“O que eu vi foi chocante. Este leão está claramente doente e numa pequena jaula quando estão 36 graus Celsius do lado de fora”, refere o texto da petição.

Victor Hugo Cardinali desmente as acusações e garante ser vítima de uma campanha de “difamação”.

“O intuito desta fotografia descontextualizada é mais uma vez difamar o nosso trabalho recorrendo sempre a manobras de baixo nível para suprir a falta de argumentos”, contrapôs.

O empresário circense insistiu que “quem conhece bem o nosso trabalho sabe que o bem-estar animal é a nossa maior prioridade e que nunca iríamos ter um animal em sofrimento”.

Nas mesmas declarações à revista, Cardinali garantiu ter convidado a autora das fotos e da petição, Bree Brooks (uma ativista norte-americana que vive na Ericeira) a visitar o circo.

“Se estivesse a agir de boa-fé, ia-lhe ser explicada a situação do leão. Certamente iria perceber que não se trata de um animal maltratado ou negligenciado, mas de uma contingência própria destes animais, e até de humanos, e não iria realizar acusações com desconhecimento de causa”, concluiu.

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