Desporto

Benfica apela a investigação às relações entre FC Porto e Portimonense

O Benfica nega notícias do Público sobre um alegado esquema de partilha de passes com o Desportivo das Aves e deixa um desafio ao diário. “Fez alguma investigação sobre as relações entre o FC Porto e o Portimonense?”, questionam os encarnados.

“Porque a referida publicação não investiga e questiona o verdadeiro grande mistério do futebol português, que é sobre onde foram gastos os muitos milhões e milhões de vendas que não estão visíveis em resultados financeiros ou património edificado num clube que está sob intervenção da UEFA?”, desafia o Benfica.

O emblema encarnado fala também em “manipulação encomendada” sobre as notícias publicadas este fim de semana, no jornal Público, “que dão a entender a existência de acordos e contratos secretos” no clube benfiquista.

Criticando aquilo que chama de um “hino ao mau jornalismo”, o Benfica assegura que os contratos referidos nas respetivas notícias “são totalmente legais, transparentes e compatíveis com toda a legislação geral e regulamentos desportivos que gerem este tipo de relações comerciais”.

As águias lembram ainda que a existência de cláusulas para que jogadores não atuem nos rivais são “insinuações” e lembram até que “são prática generalizada, comum e recorrente em todo o mundo do futebol”.

Daí que a notícia seja “uma inaceitável tentativa de manipulação da opinião pública e um exemplo flagrante de distorção de factos e de contratos legais.”

O Benfica questiona também o porquê de no artigo, o Público citar “especialistas e juristas que não são identificados”. “Porquê? Porque ficam no anonimato? Não são fontes, são especialistas! Porque não são identificados?”

Além de deixar várias questões ao Público, o Benfica nota que o jornalista que assina a peça “revela uma grande má-fé ao confundir direitos desportivos com direitos económicos nos passes dos jogadores.”

Ao lançar uma matéria na altura em que foi lançada, o Benfica desconfia de uma “intencional tentativa de desviar atenções a problemas complexos de promiscuidade política na lista para os órgãos sociais do FCP e decisões de gestão pública, que neste momento estão em curso, como a oferta de terrenos em processos já com a intervenção dos novos eleitos para o clube”.

Depois de o Público ter falado em contratos “à margem da lei”, no Benfica, o emblema encarnado pergunta se o referido jornal “fez alguma capa com os políticos candidatos a órgãos sociais do FC Porto?”

“E fez alguma investigação sobre as relações entre o FC Porto e o Portimonense? Sobre as cerca de 30 transferências ocorridas entre esses dois clubes nos últimos quatro anos?”

O Benfica lamenta que o jornalista em causa tenha “memória seletiva” e lembra-lhe algumas transferências “boomerang” como os casos de “Sérgio Oliveira e Josué, Everton, Paulinho, Rafa Soares ou mesmo das movimentações de Danilo (a mais curiosa de todas e digna de um caso de estudo), Victor García e Francisco Ramos”.

Relativamente a Paulo Gonçalves, o clube da Luz diz que este “não é secretário da SAD desde 31.07.2009 ao contrário do que, de forma falsa, insinua a notícia publicada no domingo.”

Também em relação a Luís Duque, o Benfica estranha o aparecimento do nome do ex-presidente da Liga e ex-dirigente do Aves nesta altura em que Pedro Proença enfrenta uma reunião decisiva na Liga.

Criticando ainda que o Público tenha pedido um esclarecimento ao Benfica com urgência para esta investigação, o emblema benfiquista nota que “a urgência era ter um determinado efeito mediático para interesses que obviamente nada têm a ver com questões editoriais”.

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