Economia

Vídeo: A famosa Web Summit também tem um lado negro

Lisboa está em festa com a Web Summit, a grande cimeira da tecnologia. Mas toda a medalha tem um reverso e há um lado negro, muito negro por detrás do espectáculo das startups.

Os números estão por todo o lado. Mais de 59 mil visitantes, oriundos de 170 países. Mais de 2000 das mais promissoras startups mundiais, de 1400 investidores tecnológicos, de 2600 jornalistas…

Os foguetes da Web Summit estão lançados, mas quem é que vai apanhar as canas? Os voluntários, por exemplo.

“Em 2016, questionámos o porquê da Web Summit, um evento privado que envolvia tantos milhões de euros, recrutar ‘voluntários’. Este ano, a conferência de tecnologia voltou a angariar 500 jovens trabalhadores sem remuneração, seleccionados entre nove mil candidatos”, denuncia a plataforma Ganhem Vergonha.

E o que é ser-se “voluntário” na Web Summit? João Miguel Tavares, colunista do Público, explica: “Trabalhar à borla durante 18 horas num evento onde a entrada normal custa 1500 euros”.

Portugal, através de um banco público, também contribui para o trabalho grátis numa organização privada que movimenta milhões: a Caixa Geral de Depósitos marca presença com 2500 voluntários (ver vídeo abaixo).

Embriagadas pelo  clima de festa, as empresas, na ânsia de serem o próximo ‘unicórnio’ da economia digital, podem até esquecer o essencial de qualquer negócio: o cliente!

“Vejo muitas startups mais preocupadas em encontrar investidores, definir business plan, ter notícias na comunicação social, participar em prémios e esquecem-se do que é mais importante e que vai decidir se vão ter sucesso: focar-se no produto e nos clientes”, escreveu Paulo Pimenta, CEO do Kuanto Kusta, no Facebook.

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