Fórmula 1

Tatiana Calderon tornou “o sonho em realidade” ao tripular o Sauber de F1

Tatiana Calderon ficou surpreendida com a facilidade com que tripulou o Sauber C37 durante filmagens no Autódromo Hermanos Rodriguez.

A colombiana, que por via dos regulamentos apenas pôde completar 23 voltas na primeira vez que tripulou um monolugar de Fórmula 1, mostrou-se positivamente surpreendida com o carro, que utilizou pneus com uma configuração diferente, fabricados especificamente para esta situação.

Fazendo uma comparação com o monoposto da GP3, a que está habituada, Tatiana admitiu que a potência do carro é enorme num F1, mas que até o acho mais fácil de guiar do que monolugar que tripula no escalão mais baixo.

“Os batimentos cardíacos subiram muito, especialmente depois de se ligar o motor. Mas a equipa preparou-me bem para este momento, dando-me conta de tido que tinha a fazer. Foi incrível. Um sonho que se tornou realidade. É impossível descrever a sensação de estar dentro de um carro de Fórmula 1. Da primeira vez que acelerei parecia que estava na PlayStation, de tão rápido como tudo acontecia”, confessou a jovem piloto sul-americana.

Mas Tatiana Calderon teve a calma suficiente para que tudo não se tornasse depressa num grande susto: “As instruções eram de levar as coisas devagar. Honestamente não tive problemas físicos, o que significa que a preparação que fiz foi na direção correta. De certa forma achei mais fácil de lidar com este F1 do que com o carro da GP3. Espero poder continuar a demonstrar que não desvantagem física (para as mulheres)”.

“Agora que este dia passou já nem me apetece voltar para o carro da GP3 (risos). Quero ficar aqui. Espero poder continuar a quebrar barreiras e atingir o meu sonho de chegar à Fórmula 1”, acrescentou a colombiana.

Beat Zenhder, diretor da Sauber referiu que o objetivo era que Tatiana Calderon “sentisse o carro e melhorasse o seu tempo”, e acrescentou: “Ela fez um trabalho incrível”. Opinião corroborada pelo responsável técnico da equipa, Xevi Pujolar: “Tivemos um teste limitado com ela, que provou ser profissional. Não teve um único problema e fez o que esperávamos dela. Pode evoluir depois de se habituar mais aos travões e se pudessemos ter dois dias de testas melhoraria bastante”.

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