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“Ou me prende ou mantenho condução de rali”. A carta viral de um cidadão para um polícia

A PSP partilhou nas redes o testemunho de um cidadão apanhado a conduzir ‘em modo rali’ em Lisboa. “Ou me prende ou sigo e na mesma condução”, afirmou Vítor Martins Romão para o polícia.

O relato em causa foi enviado por um “pai aflito”, que recebeu uma chamada do Hospital de Santa Maria: a filha estava em espera no bloco operatório, pois faltava a assinatura de um dos pais no termo de consentimento.

“Escusado será dizer que, após ligar os quatros piscas, a minha condução passou para o modo WRC [mundial de ralis], na versão pai aflito”, descreveu Vítor Martins Romão, no testemunho que enviou à PSP e foi partilhado por esta força no Facebook.

“Tenho esperança de não ter colocado em perigo os condutores que apanhei, mas talvez tenha feito por queimar pontos para duas cartas de condução”, admitiu.

Até que foi mandado encostar por “uma moto da PSP”.

“O agente, após continência, pediu-me os documentos e perguntou o porquê da marcha de urgência e do tipo de condução. Ao que respondi que tinha una filha à espera num bloco operatório do Santa Maria e que ele tinha duas opções: ou me prendia já, ou eu ia seguir e na mesma condução”, relatou o cidadão.

Vítor Martins Romão confessou que “não estava o mais sereno” e chorava de “aflição e nervoso”.

“Calmo. Sem sequer tirar o capacete, nem pegar na carteira dos documentos, [o polícia] apenas me disse: respire fundo, acalme-se o que lhe seja possível e siga-me”.

“Escoltou-me até Santa Maria”, continuou: “Em frente ao portão principal, voltou a fazer continência e seguiu. Fiquei sem palavras. Nem nome, nem cara, sequer. Apenas o senhor polícia da mota”.

“Talvez fosse isso mesmo que ele quis dizer”, concluiu este cidadão que enviou o relato da situação à PSP.

“Ele foi apenas a polícia. Foi apenas a instituição que representa. E eu e a minha filha, os cidadãos que ele jurou defender. E existem muitas formas de defender. Algumas nem vêm nos cânones, outras vêm nos cânones e são humanamente infringidas. Obrigado, senhor polícia. Jamais o esqueceremos”.

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