Economia

“O sistema não pode estar viciado, o PS não é dono do Estado”, critica o CDS

Francisco Rodrigues dos Santos acusou António Costa de comportar como “dono do Estado” ao nomear o ex-ministro das Finanças, Mário Centeno, para governador do Banco de Portugal (BdP).

“O sistema não pode estar viciado, o PS não é dono do Estado e não pode haver um clima de mais do mesmo, com os mesmos a suceder a lugares que infelizmente nada abonam a favor da transparência, da autonomia e da liberdade dos supervisores e dos reguladores”, sustentou o presidente do CDS.

O líder centrista classificou a nomeação de Centeno como “o segredo mais mal guardado dos últimos tempos”.

“Era nítido desde o início que António Costa queria ter Mário Centeno longe da vista, mas perto da governação”, reforçou.

A nomeação do ex-ministro, ontem formalizada pelo Governo, numa carta enderaçada ao presidente da Assembleia da República, tem sido abertamente criticada pela generalidade da oposição.

Para o PCP, Centeno não dá garantias de independência face ao Governo.

“É importante garantir que o supervisor não é capturado pelo supervisionado”, alertaram os comunistas.

Com o PAN a criticar a “teimosia” de uma “nomeação apressada”, o Bloco de Esquerda aproveitou para comparar o Governo de Costa com o executivo de Passos Coelho.

“Distingue-se muito pouco daquilo que o antecessor fez quando nomeou Carlos Costa para o cargo de governador do Banco de Portugal”, salientou Mariana Mortágua.

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