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Menos de 50 mil candidatos ao ensino superior, redução de 5,6 por cento em relação a 2017

O número de candidatos ao ensino superior diminuiu 5,6 por cento em relação ao ano passado, sendo menos de 50 mil os estudantes que procuraram uma vaga na primeira fase do concurso nacional que terminou na terça-feira.

Segundo dados da Direção-Geral do Ensino Superior, candidataram-se 49.624 alunos ao ensino superior, o que representa uma diminuição de quase três mil pessoas em relação ao ano anterior, quando foram entregues 52.580 candidaturas.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior lembra que também houve uma redução de 2.702 alunos que terminaram o secundário e realizaram exames nacionais, menos 3 por cento.

“O número total de candidatos diminuiu 5,6 por cento face ao ano anterior, uma redução equivalente ao número de estudantes do 12º do ensino secundário inscritos em 2018 nos exames nacionais”, sublinha o MCTES.

Novamente este ano, quase metade dos alunos inscritos nos exames do 12º ano não tentaram prosseguir os estudos: “Pelo 4º ano consecutivo a percentagem de candidatos ao ensino superior público em relação ao número de alunos do 12º ano inscritos em exames nacionais é superior a 55 por cento”, refere o MCTES.

Os alunos que pretendem prosseguir estudos e não se candidataram nesta 1.º fase, poderão concorrer na 2ª fase, que decorre entre 10 e 18 de setembro, ou na 3ª fase, que acontece entre 4 e 8 de outubro.

“Adicionalmente, continuam abertos os outros mecanismos de acesso ao ensino superior público, designadamente através de formações curtas (TeSP) e de concursos especiais”, lembra a tutela em comunicado.

Os resultados da primeira fase de candidaturas só serão divulgados em 10 de setembro.

Pelo terceiro ano consecutivo, o concurso nacional de acesso volta a registar um aumento de vagas (mais 0,2 por cento do que em 2017), com um total de 50.852 vagas, das quais 55 por cento em universidades e 45 por cento em politécnicos, segundo dados do ministério.

Este ano há mais 1.080 vagas nas instituições localizadas fora de Lisboa e Porto e uma redução de 1.066 vagas nas instituições situadas naquelas duas cidades, por decisão da tutela.

Os alunos que queiram candidatar-se ao ensino superior público têm 1.068 cursos disponíveis, entre licenciaturas e mestrados integrados.

Segundo um estudo do MCTES sobre mobilidade geográfica dos alunos que ingressam no ensino superior, os jovens das três maiores cidades universitárias tendem a escolher uma escola perto de casa: 94 por cento dos lisboetas optam por tirar um curso na zona onde residem, tal como cerca de 80 por cento dos portuenses e conimbricenses.

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