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Médicos do Brasil e Portugal oferecem-se para ajudar na resposta à pandemia

Um grupo de 46 médicos portugueses e brasileiros pediu à Ordem dos Médicos de Portugal autorizar para prestarem, de forma voluntária, auxílio médico temporário na resposta à pandemia de Covid-19.

“Na sequência da publicação do apelo de V. Exa., no portal da Ordem dos Médicos, intitulado ‘Covid-19: Apelo aos médicos para ajudar Portugal e os portugueses’, não pudemos ficar indiferentes à evocação do (…) espírito solidário e humanista que representa ser médico”, escreve o grupo – Corpo Voluntário de Médicos Brasil-Portugal -, na carta dirigida ao bastonário da Ordem dos Médicos, que hoje foi divulgada.

Assim, “cientes da sobrecarga material, financeira e humana, presente e futura, que afetarão quer o Serviço Nacional de Saúde quer os seus associados no combate à pandemia do Covid-19”, os médicos portugueses e brasileiros manifestam a sua “motivação e disponibilidade do Corpo Voluntário de Médicos Brasil-Portugal, na prestação de auxílio médico profissional, de forma subordinada e temporária, de acordo com a legislação do setor”.

O Corpo Voluntário de Médicos Brasil-Portugal é uma união “solidária e humanista”, de profissionais de saúde, médicos brasileiros e portugueses, “fluentes em língua portuguesa, formados em universidades com curso reconhecido no país de origem”, que atualmente se encontram em processo de obtenção de equivalência do diploma integrado em medicina, junto da Direção Geral do Ensino Superior e de escolas médicas portuguesas.

Alguns dos médicos do grupo já residem em Portugal. Entre eles existem 20 diferentes especialidades médicas, desde a emergência médica, cuidados intensivos e pneumologia, geriatria ou pediatria.

A média de experiência profissional é de 12,4 anos, “identificados em base de dados própria que tem vindo a ser coligida pela organização e que tem crescido diariamente”, referem.

“Face ao que precede, solicitamos a V. Exa. o deferimento do presente requerimento, no qual o Corpo Voluntário de Médicos Brasil-Portugal, se dispõe à prestação de atos médicos voluntários e/ou orientados por um processo contratual a missão de assistência no âmbito da pandemia do COVID-19, mediante coordenação com a Ordem dos Médicos”, pedem na carta dirigida ao Bastonário.

Se o despacho for favorável, solicitam ainda que lhes seja dada autorização para estabelecerem contacto com o Coordenador do Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos, Miguel Froes, “de forma a poder agilizar a materialização do apoio da rede de médicos e especialistas”, justificam.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje o número de casos confirmados de infeção para 785, mais 143 do que na quarta-feira. O número de mortos no país subiu para três.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 220 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.900 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 85.500 recuperaram da doença.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 176 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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