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Mazda CX-5 mais refinado e possante

Seguindo os seus princípios de design KODO a Mazda lançou o seu novo CX-5, com o qual pretende atacar a faixa de mercado mais apetecível dos SUV, que agora pudemos conhecer mais em detalhe.

Este exemplar ensaiado, na motorização na mais interessante das duas 2.2 SKYACTIVE D comercializadas em Portugal (150 cv), percebemos as melhorias operadas no modelo que se propõe enfrentar uma concorrência bastante feroz.

Fotos: Ricardo Cachadinha

A atenção dada ao detalhe sobressai desde logo, sem deixar de parte a filosofia ‘Jimba Ittai’ tão defendida pela marca de Hiroshima. Veículo e condutor como um todo continuam a presidir a todos os modelos que concebe, e este novo CX-5 não é exceção.

Exteriormente nota-se a tal Alma do Movimento do design KODO, sendo que neste modelo em particular o princípio foi refinado sob o tal conceito de desenvolvimento ‘Refined Thughness’ que salienta. As óticas alongadas, agora com grupos LED posicionados mais abaixo do que acontecia no modelo anterior, sublinhado por uma asa com acabamento cromado.

A ideia de criar um formato simples mas ousado, mais elegante foi maximizada, cm transições entre as várias superfícies da carroçaria e também a adoção de uma nova cor; o vermelho Soul Crystal. Uma cor que a Mazda define como ‘premium’ metalizada, que aumenta o brilho em cerca de 20% e a profundidade em cerca de 50%.

Design e espaço a bordo

Detalhe importante é o aspeto tridimensional da grelha e emblema da marca, fortalecido, surgido com um formato piramidal, bem como uma malha de grelha curva, que tem um propósito duplo, aumentar o poder do emblema e também a capacidade de admissão de ar para o compartimento do motor.

De perfil este novo CX-5 distingue-se por uma linha de cintura mais baixa e também pelos vidros escuros entre os pilares B e C, para além de retrovisores exteriores com novo desenho e mais compactos, e uma opção por jantes em aço de 17 polegadas em alternativa às Dark Silver de 17 polegadas – que equipavam o exemplar ensaiado – e ‘Gun Metallic’ maquinado de 19 polegadas.

Com dimensões maiores – agora são 4,550 metros de comprimento, por 1,840 de largura e 1,680 de altura – este novo SUV da Mazda é também mais baixo do que o seu antecessor. O que melhora o comportamento dinâmico a altas velocidades, que neste tipo de veículo é sempre uma questão a ter em conta. As vias dianteira e traseira são mais largas, com as rodas posicionadas mais junto dos cantos exteriores da carroçaria. O ganho em habitabilidade é óbvio.

E é no interior que percebemos o espaço ligeiramente mais generoso a bordo do no anterior CX-5, num habitáculo que teve o foco na ergonomia, com um ‘layout’ mais apelativo e acabamentos mais condizentes com o estatuto ‘premium’ do modelo. O único reparo vai mesmo para o ecrã display de ste polegadas destacado do tablier. É o primeiro da marca a adotar ligação ótica que reúne ecrã de cristais líquidos e o painel de toque. Suprime-se os reflexos e tem-se uma apresentação de imagem mais nítida, mas pedia-se outra dimensão e colocação.

De resto é perceptível a gama de equipamento disponibilizado, que em nada fica a dever a outros SUV deste segmento. Entre eles surgem itens como o comando Mazda Advanced Keyless Entry, que permite, para além da abertura das portas definir o grau de abertura da porta traseira.

O pára-brisas dianteiro está agora equipado com um sistema de limpeza aquecido, para além das escovas possuírem sensor de chuva, enquanto os retrovisores exteriores recolhem automaticamente aquando da trancagem das portas, usando o Mazda Advanced Keyless Entry.

No Mazda CX-5 que testamos os bancos eram revestidos a tecido, mas há a opção por pele preta ou branca. Couro que também reveste parte do painel e dos interiores das portas, com aplicações em alumínio em diversos detalhes, como os ventiladores de ar centrais ou aplicações nos puxadores, volante ou consola central.

Pormenor interessante, o detalhe CX-5 no estribo interior das portas dianteiras, que se ilumina de noite ou em locais escuros, ao mesmo tempo que o interior da porta projeta o emblema da marca no solo.

Conforto e comportamento

O conforto a bordo é também garantido pelo nível de insonorização, minimizando os ruídos de baixa frequência provenientes da estrada ou os de alta, como o vento e os pneus.

Claro que a comodidade se mede noutros aspetos, como a sensação de velocidade ou de deslocação a bordo, graças à adpção do SKYACTIV-Bodu, que inclui um aumento de rigidez torsional da carroçaria na ordem dos 15% em relação ao modelo anterior.

Nota-se bem isso na transferência de massa quando se rola numa estrada sinuosa, sendo nesse particular percetível o trabalho realizado pela Mazda neste SUV no que diz respeito à resposta da direção, das suspensões e à travagem. O que se deve muito ao trabalho no chassi SKYACTIV deste CX-5. Tudo foi refinado para melhorar a estabilidade e maneabilidade, em complemento ao G-Vectoring Control (GVC), a primeira das tecnologias presentes no pacote tecnológico SKYACTIV-VEHICLE DYNAMICS.

A posição de condução deste Mazda é dominante, e para além de beneficiar de um indicador de velocidade projetado – um pouco ao estilo do que já conhecíamos na Citroën e Peugeot – no pára-brisas beneficia da adoção de bancos com um novo design.

O posicionamento mais elevado da consola permite um melhor acesso aos comandos da mesma e à alavanca da caixa de velocidades, embora isso seja mais visível nas versões com caixa automática. O que não era o caso deste exemplar. O reposicionamento do apoio de braços da porta e do apoio de braços central também permite ao condutor desfrutar de um espaço mais confortável e equilibrado.

No volante de nova geração o condutor tem acesso a várias funções, não apenas aos comandos dos vários aspetos relacionados com a condução, mas também ao sistema ‘head-up display’. Além disso este novo volante é revestido a cabedal de alta qualidade, e apesar do  diâmetro exterior não ter sido alterado, as decorações em metal acetinado aplicadas nos braços inferiores são mais estreitas e resultam num visual mais interessante, para além de estar adora dotado deaquecimento do aro, que se desliga automaticamente após 30 minutos.

Além de todos os bancos terem sido reformulados, com novo desenho das costas, oferecendo maior apoio na parte superior das costas, a sua construção, utilizando espuma (uretano) de grande qualidade proporciona mais conforto.

Os bancos traseiros possuem rebatimento assimétrico 40:20:40, com o conforto a ser reforçado com saídas de climatização na parte traseira da consola central e aquecimento direcionado aos dois lugares junto às portas.

A bordo há mais espaços para arrumação, estando previsto o carregamento de ‘smartphones’, com a basa da arrumação na consola dianteira a ser aumentada. Dentro do apoio de braço central (na consola) há mais capacidade e uma ranhura para permitir a passagem do cabo de carga dos dispositivos que tenham sido ligados à entrada USB, à tomada de corrente ou às duas fichas AUX ‘mini-jack’ existentes no seu interior. O interior do apoio de braços traseiro possui um espaço de arrumação e duas portas USB.

O espaço de bagagem também é mais generoso e cifra-se agora em 506 litros, sendo a sua abertura e fecho operada por um botão no próprio portão e por outro no conjunto de comandos colocados na proximidade do condutor. Quando operado através do sistema Advanced Keyless Entry da Mazda, o grau de abertura do portão traseiro pode ser ajustado em contínuo, cabendo a sensores especiais evitar que objetos fiquem entalados ao fechar o portão.

Segurança e motor

Este novo Mazfa CX-5 não descura a segurança, ou não tivesse sido desenvolvido como  parte da filosofia Proactive Safety da marca. Daí ser equipado com uma gama aprimorada e alargada das avançadas e inovadoras tecnologias de segurança i-ACTIVSENSE, que garantem uma performance líder na classe, ao nível da segurança activa.

Destaque muito particular para a adoção de uma câmara de sensores à frente, que trabalha em conjunto com um radar de ondas milimétricas oriundo da geração anterior do modelo, expandiu as capacidades das tecnologias i-ACTIVSENSE da Mazda.

O Mazda Radar Cruise Control (MRCC) com função Stop & Go* e os Adaptive LED Headlights* (ALH) com um leque de 12 LED garantem, ambos, uma maior funcionalidade, enquanto os sistemas Advanced Smart City Brake Support (Advanced SCBS) e Traffic Sign Recognition* (TSR) estão disponíveis pela primeira vez na gama CX-5.

O CX-5 que ensaiamos, dispunha de um motor 2.2 turbo diesel SKYACTIV (150 cv), que se mostrou suficientemente poderoso para superar várias solicitações a que o submetemos, estando associado à transmissão manual SKYACTIV-MT, que foi melhorada e permite uma resposta célere e ao mesmo tempo suave.

Este propulsor beneficia de três tecnologias que o tornam num dos blocos mais evoluídos do mercado – a High Precision DE Boost Control, a Natural Sound Smoother e a Natural Sound Frequency Control. Todos pensados para melhorar a resposta, qualidade e sensação de condução.

As recuperações de que é capaz mostram que pode ser enérgico ou um ótimo aliado de passeio, sem comprometer os níveis de emissão, já que cumpre os requisitos da norma Euro 6 de controlo e emissões, para além de um consumo médio anunciado de 5,0 litros a cada 100 km. Mas para isso é preciso ser-se contido no uso do acelerador.

 

 

 

 

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