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Emergência! Há portugueses que confundem o 112 com o 115 e com o 911

Investigadores realizam estudo sobre o enfarte e descobrem que alguns portugueses não sabem qual é o número de emergência médica: 112. Questionados sobre qual o número que deveria marcar em caso de ataque cardíaco, alguns responderam 115 e houve até quem dissesse 911 – que corresponde ao 112, mas nos Estados Unidos.

Ainda há portugueses que desconhecem a atualização do número de emergência médica e não sabem que o 115 passou a 112.

A conclusão resultou de um estudo sobre o enfarte, realizado por investigadores do ISCTE, no âmbito do Stent For Life, e divulgado pela agência Lusa.

De acordo com esta pesquisa, cinco por cento não sabiam que o 112 é o número de emergência médica nacional, para o qual devem ligar em caso de acidente, problemas de saúde, entre outros que impliquem a solicitação de uma ambulância e cuidados médicos.

Ainda há portugueses que julgam que devem contactar o 115 – número que realmente já foi de emergência médica, mas que foi atualizado para 112.

“Qual o número para chamar uma ambulância em Portugal?”

Neste estudo, foi feita a pergunta: “Qual o número para chamar a ambulância em Portugal?”

As respostas foram maioritariamente corretas, mas três por cento não sabia (30 pessoas dos inquiridos), um por cento disse que era o 115 (20 inquiridos) e igual percentagem respondeu o 118 (que corresponde ao número de informações).

Os inquiridos que não responderam corretamente à pergunta foram então confrontados com a seguinte questão, no trabalho da Stent For Life citado pela Lusa: “Dos seguintes números – 115, 112 ou 911 –, qual o número correto para chamar a ambulância em Portugal?”.

Dois terços (66 por cento) conseguiram responder corretamente (112), mas um terço nem assim conseguiu detetar o número de emergência atual.

As respostas variaram entre o antigo 115 (10 por cento) e o 911 (número de emergência médica dos Estados Unidos). Houve ainda 17 por cento que afirmaram que não sabiam a resposta.

Estas conclusões resultam de uma pesquisa apresentada nesta quinta-feira em Lisboa, da autoria de dois investigadores do ISCTE, em resultado de uma iniciativa do Stent For Life, um projeto europeu da European Association of Percutaneous Cardiovascular Interventions e do EuroPCR.

Em Portugal, o projeto é apoiado pela Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular.

A finalidade desta pesquisa era sentir o pulso dos portugueses sobre os sintomas do e enfarte agudo do miocárdio, tentando perceber como reagiriam se tivessem de ajudar uma vítima com um episódio.

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