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Governo investe sete milhões de euros em armamento para a GNR até 2021

A GNR vai receber sete milhões de euros em armamento novo até 2021, no âmbito da Lei de Programação de Investimentos em Equipamentos e Infraestruturas das forças de segurança, disse hoje o ministro da Administração Interna (MAI).

Intervindo em Soure, distrito de Coimbra, na sessão de entrega à GNR de 73 novas pistolas-metralhadoras, respetivas miras e espingardas de assalto, Eduardo Cabrita lembrou que a iniciativa só é possível porque em 2017 o parlamento deu ao ministério que tutela “um instrumento de ação decisivo”, a Lei de Programação de Investimentos em Equipamentos e Infraestruturas nas Forças e Serviços de Segurança, que possibilita um investimento de 450 milhões de euros, até 2021.

“O investimento em armamento é uma parte deste investimento. Sete milhões de euros em armamento novo para a Guarda Nacional Republicana”, afirmou Eduardo Cabrita.

O ministro referiu ainda que as cerca de sete dezenas de pistolas-metralhadoras e espingardas de assalto hoje entregues “correspondem a equipamentos essenciais para intervenção nos teatros mais especializados” por parte do grupo de operações especiais e unidade de intervenção da GNR.

A cerimónia de hoje decorreu na carreira de tiro de Soure – localizada fora de povoações, numa área de pinhal e terrenos baldios, só acessível por estradões de terra batida – infraestrutura inaugurada em 2010 e onde, destacou o MAI, decorreram em 2018 ações de formação “muito qualificada” de 900 militares da GNR e agentes da PSP.

Embora notando que à carreira de tiro das forças de segurança corresponde uma função “especificamente de Estado”, Eduardo Cabrita realçou a parceria com Câmara Municipal local, que, na altura da criação da infraestrutura, ajudou a “desbloquear” a situação com os gestores dos baldios onde aquela se localiza mas também, de acordo com o presidente da autarquia, Mário Nunes, na manutenção dos estradões de terra batida de acesso.

No final da cerimónia, a comitiva assistiu a um exercício de tiro real contra alvos estáticos por parte dos militares da GNR, mas a anunciada demonstração da utilização de ‘drones’ e câmaras de corpo em apoio às operações policiais acabou por não se realizar.

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