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Catarina Martins concorda que PR só deveria ter falado “se existisse uma crise”

A coordenadora do BE, Catarina Martins, concordou hoje com o Presidente da República quando Marcelo Rebelo de Sousa explicou que, em relação aos professores, “só falaria se existisse uma crise política” e recusou interferir em “processos legislativos em curso”.

Catarina Martins juntou-se hoje de manhã, bem cedo, à cabeça de lista do BE, Marisa Matias, no arranque do segundo dia de campanha, numa viagem de comboio entre Vila Nova da Baronia e Beja, na qual foi questionada sobre as declarações de segunda-feira do Presidente da República, que explicou que em relação à crise em torno dos professores se manteve em silêncio para manter “mãos livres” caso tivesse de intervir.

“O senhor Presidente [da República] explicou que não interfere em processos legislativos em curso, o que é correto, e explicou também que só teria sentido falar se existisse uma crise política. E, portanto, eu devo dizer que nessas afirmações concordo em absoluto com o Presidente da República”, respondeu.

Para a líder bloquista, “o senhor Presidente da República fez o que tinha a fazer e explicou bem: só falaria se existisse uma crise”.

“Os portugueses percebem perfeitamente que tudo o que eu dissesse naquele período acabava por limitar o meu espaço de liberdade”, defendeu segunda-feira Marcelo Rebelo de Sousa,

Em resposta a questões dos jornalistas, à saída de uma iniciativa na Fundação Champalimaud, em Lisboa, o chefe de Estado disse que se “deparou com a crise à chegada da China e, portanto, não tinha podido preveni-la”, cabendo-lhe manter “mãos livres” para intervir na sua resolução, se fosse necessário.

“Por isso, o Presidente decidiu não intervir – como, aliás, outros presidentes fizeram em situações análogas. E não intervir significa não se pronunciar, não receber partidos políticos e significa não convocar partidos políticos”, acrescentou.

Esta foi a primeira vez que o Presidente da República prestou declarações à comunicação social desde que regressou da sua visita à China, no dia 02 de maio, e que se pronunciou sobre o cenário de uma possível demissão do Governo, entretanto afastado, caso o parlamento viesse a aprovar a contagem integral do tempo de serviço dos professores.

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