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Caso suspeito de Covid-19 em Portugal é proveniente de Milão

A Direção-Geral da Saúde (DGS) validou hoje um novo caso suspeito de infeção pelo Covid-19, tratando-se de um doente proveniente de Milão, encaminhando-o para o Hospital de São João, no Porto, um dos hospitais de referência para a doença.

“O doente fica internado e serão realizadas colheitas de amostras biológicas para análise pelo Centro Hospitalar Universitário de São João, que começou a fazer testes para Covid-19 na noite de 23 de fevereiro”, refere a DGS, em comunicado.

A DGS refere que o caso foi validado como suspeito após análises clínicas e epidemiológicas e que serão divulgados os resultados das análises assim que forem conhecidos.

Até ao momento apenas há a confirmação de um cidadão português infetado pelo novo coronavírus, tendo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, em nota enviada à Lusa, comunicado a informação recebida das autoridades japonesas relativas ao tripulante português do navio Diamond Princess, atracado em Yokohama.

De acordo com a mesma fonte, o Ministério está a “insistir junto das autoridades locais para que se proceda à sua transferência para o hospital de referência”, no Japão.

A diretora geral de Saúde, Graça Freitas, em declarações à Lusa, lembrou que os cinco tripulantes portugueses presentes no navio “foram testados ao longo do tempo” e que só este caso é que se confirmou positivo.

Itália, que atualmente contabiliza seis mortos, tornou-se o primeiro país do continente europeu a instalar um cordão de controlo médico-sanitário em torno de dez cidades do norte.

A Itália, que passou de seis para 219 casos em quatro dias, é o país mais afetado na Europa e o terceiro no mundo, depois da Coreia do Sul e da China.

Desde que foi detetado no final do ano passado na China, o Covid-19 provocou 2.592 mortos na China Continental e infetou mais de 78 mil pessoas a nível mundial.

A maioria dos casos ocorreu na China, em particular na província de Hubei, no centro do país, a mais afetada pela epidemia.

Além dos mortos na China continental, já houve também mortos no Irão, Japão, na região chinesa de Hong Kong, Coreia do Sul, Itália, Filipinas, França, Estados Unidos e Taiwan.

As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província de Hubei para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas.

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