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Vídeo: A festa noturna do campeão Tondela

Pela primeira vez, o Tondela vai disputar a Liga. A cidade de 4500 habitantes esperou os heróis do empate em Freamunde para, já de noite, festejar o inédito título de campeão da Segunda Liga. Um pouco a norte, o Chaves chorava uma morte na praia: por um minuto esteve de volta ao principal escalão.

Nunca um tema dos Queen terá sido tão sentido e repetido em Tondela como o ‘We are the Champions’ ontem à noite.

A formação orientada por Quim Machado conquistou o título de campeão da Segunda Liga e vai estrear-se, na próxima temporada, no principal escalão do futebol nacional.

“Para o Tondela é uma data histórica, marcante para sempre”, lembrou o treinador, após o empate em Freamunde: “Em três anos na Segunda Liga consegue chegar à elite. Vão receber em casa Benfica, Sporting, FC Porto… É um dia histórico para a cidade, para o concelho e para a região”.

Histórico, sem dúvida, e sofrido: é que o pior cenário possível esteve prestes a concretizar-se. O Freamunde adiantou-se e União da Madeira e Desportivo de Chaves também, o que afastava o Tondela dos dois lugares da subida.

O golo de Carvalhas, ao quarto minuto do prolongamento, foi a pior tarde de praia de sempre para o Chaves. A partida do Desportivo tinha acabado um minuto antes e os flavienses festejavam o regresso à Liga, mas o tento do suplente que entrou aos 77 minutos recolocou o Tondela como vencedor da Segunda Liga. E o Chaves morreu na praia…

“Perder a subida no último minuto é muito duro. Foi ainda mais terrível, porque estávamos perante os nossos adeptos”, assumiu o treinador dos flavienses, Carlos Pinho.

Quem também beneficiou do golo de André Carvalhas foi o União da Madeira, que volta ao principal escalão pelas mãos de Vítor Oliveira. “O golo do Tondela deu-nos a subida e acho que festejámos mais esse golo do que os nossos”, agradeceu.

Quem segue a carreira deste treinador sabe que é especialista em subir de divisão e… demitir-se. “Já tinha decidido que iria sair e dei conta disso mesmo à administração O único convite que tive foi para continuar no União, o qual recusei”, frisou Vítor Oliveira.

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