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Trump felicita “amigo” Netanyahu reconhecendo-lhe vitória nas eleições

O presidente norte-americano, Donald Trump, congratulou hoje o primeiro-ministro israelita pelos resultados das eleições parlamentares que dão vantagem ao seu “amigo”, Benjamin Netanyahu, para aquele que será o seu quinto mandato.

Em conferência de imprensa, Donald Trump admitiu ser prematura a declaração de vitória de Netanyahu, mas disse ter informações de que ele venceu as eleições e que isso aumenta a possibilidade de alcançar paz no Médio Oriente.

“Penso que temos uma grande hipótese de sucesso, agora que o Bibi ganhou. Quero congratular Bibi Netanyahu (…) Ainda é um pouco cedo, mas obviamente ele ganhou. É um grande aliado e um amigo. Acho que vamos ver coisas a acontecer em termos de paz. Nunca fiz promessas, toda a gente disse que era impossível alcançar a paz no Médio Oriente entre Israel e a Palestina, mas acho que temos uma hipótese”, disse o presidente norte-americano aos jornalistas.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, foi hoje dado como vencedor, não oficial ainda, das eleições legislativas que decorreram esta terça-feira, quando estão contados 97,4 por cento dos votos, devendo assumir o seu quinto mandato consecutivo.

As projeções da imprensa israelita antecipam que o partido de Netanyahu, o Likud, conseguiu 65 dos assentos do Parlamento, número suficiente para consolidar a maioria e formar novo Governo.

O país poderá ainda ter várias semanas de negociações políticas pela frente antes de conseguir formar uma coligação para o Governo, faltando conhecer diversas posições, como por exemplo se dois dos potenciais aliados de Netanyahu se mantêm ao seu lado: o antigo ministro da Defesa Avigdor Lieberman e o ministro das Finanças, Moshe Kahlon.

No início da campanha, o partido de Netanyahu era considerado o vencedor antecipado, apesar das acusações de corrupção contra o primeiro-ministro. No entanto, a lista do principal opositor, Benny Gantz, conseguiu reforçar-se, tendo prometido a retirada de colonos de diversas regiões da Cisjordânia, apesar de nunca ter mencionado a solução de dois Estados.

Numa campanha eleitoral caracterizada por frequentes acusações entre os dois principais candidatos, o conflito de Israel com os palestinianos e a possibilidade de um recomeço das negociações estiveram praticamente ausentes dos discursos eleitorais.

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