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Programa Revive de recuperação e rentabilização de património histórico lusófono chega à Bahia

Portugal assina hoje com o estado brasileiro da Bahia um protocolo de cooperação para o desenvolvimento e implementação do programa Revive, destinado à recuperação de património histórico relacionado com a cultura lusófona.

O protocolo permitirá ao estado da Bahia “iniciar a recuperação, preservação e rentabilização de património público devoluto de elevado valor patrimonial, cultural e histórico que esteja relacionado com a cultura lusófona, promovendo a sua transformação num ativo económico, à imagem do que acontece com o Programa Revive em Portugal”, indicou à Lusa fonte oficial do Ministério da Economia.

Ao abrigo do protocolo – a ser assinado pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho e pelo seu homólogo do governo estadual da Bahia, Fausto Franco – Portugal vai colaborar com o estado brasileiro na identificação dos “imóveis-piloto” que vão integrar o programa Revive e “apoiar a elaboração de estudos de levantamento arquitetónico, avaliação ou memória histórica”.

O Revive, lançado pelo Governo em 2016, é um programa conjunto dos ministérios da Economia, da Cultura e das Finanças, que “abre o património ao investimento privado para desenvolvimento de projetos turísticos, através da realização de concursos públicos”, segundo a página oficial daquele programa na internet.

O programa pretende promover e agilizar os processos de rentabilização e preservação de património público que se encontra devoluto, tornando-o “apto para afetação a uma atividade económica com finalidade turística, gerar riqueza e postos de trabalho, promover o reforço da atratividade de destinos regionais, a desconcentração da procura e o desenvolvimento de várias regiões do país”, lê-se ainda no portal eletrónico do Turismo de Portugal.

Até ao momento, foram lançados 17 concursos de concessão em Portugal. No sábado vai ser inaugurado o primeiro hotel requalificado ao abrigo do Revive, em Elvas.

O governo português assinou no início desde ano com São Tomé e Príncipe, com Angola e com Cabo Verde protocolos de cooperação no âmbito do Revive semelhantes ao que será hoje assinado com a Bahia e alinhados todos eles com o objetivo de “promover a recuperação e dinamização económica do património que ‘fala português'”, segundo o Ministério da Economia.

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