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Procurador Mueller negou ter sido candidato a diretor do FBI

O procurador especial Robert Mueller negou hoje ter sido candidato a diretor do FBI, negando a versão de Donald Trump, que apresentou a sua recente candidatura como prova de conflito de interesses para investigar o caso russo.

O Presidente dos EUA por várias vezes disse que o procurador especial Robert Mueller se tinha apresentado a uma audiência na Casa Branca, para se candidatar ao lugar de diretor do FBI, colocando-o numa situação de conflito de interesse para desenvolver uma investigação sobre conluio entre a equipa de Trump e o Governo russo, para interferir nas eleições presidenciais de 2016.

Hoje, durante uma audiência no Congresso, onde foi explicar o relatório da sua investigação, apresentado em abril passado, Mueller negou que se tivesse apresentado como candidato a diretor do FBI, dizendo que apenas conversou com o Presidente sobre a instituição, para lhe transmitir as suas ideias.

Na sua conta pessoal da rede social Twitter, Donald Trump já respondeu dizendo que Mueller está a mentir sobre a questão, repetindo que o procurador especial se candidatou ao lugar de diretor do FBI e que tem testemunhas para provar essa pretensão.

Robert Mueller disse no Congresso que não se apresentou como candidato ao lugar (que tinha ocupado anteriormente, entre 2001 e 2013), confirmando a versão de Stephen Bannon – então conselheiro do Presidente, que posteriormente se afastou da Casa Branca em colisão – que tinha dito à investigação que Mueller se tinha limitado a “apresentar a sua perspetiva sobre a instituição do FBI”.

A candidatura de Mueller ao lugar tê-lo-ia colocado numa situação de conflito de interesses para desenvolver a sua investigação, que determinou a existência de interferência russa nas eleições presidenciais de 2016, mas que não apresentou acusação de conluio da equipa de Trump com o Governo de Moscovo.

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