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Presidente de Angola felicita Mnangagwa por vitória “expressiva”

O Presidente de Angola, João Lourenço, felicitou o candidato eleito nas presidenciais de 30 de julho no Zimbabué, indicando que a “expressiva vitória” de Emmerson Mnangagwa constitui a “reafirmação da confiança” nele depositada pelos zimbabueanos.

“As eleições ora realizadas são uma demonstração da vitalidade da democracia zimbabueana, que se renova e se consolida com a vitória por si alcançada, que terá seguramente repercussão positiva em toda a nossa sub-região”, escreve João Lourenço na mensagem.

O Presidente angolano manifesta, por outro lado, esperança de que ambos possam contribuir para o reforço da paz, estabilidade e desenvolvimento dos dois países e também da África Austral.

Por outro lado, e na qualidade de Presidente do Órgão da SADC para a Cooperação nos Domínios da Política, Defesa e Segurança, João Lourenço apelou a todos os líderes políticos e respetivos apoiantes para “observarem o máximo de tolerância e calma na sequência da publicação dos resultados finais” das eleições.

João Lourenço reiterou a necessidade de os líderes políticos que contestam os resultados das eleições fazerem as suas reivindicações através dos mecanismos de resolução de disputas e dos Tribunais Eleitorais previstos pelas leis do país.

A declaração expressa, ainda, que a Missão de Observação Eleitoral da SADC (SEOM) vai continuar a apoiar o processo eleitoral no Zimbabwe, através do acompanhamento da fase pós-eleitoral, como parte do mandato da sua Missão de Observação de Longo Prazo, em conformidade com os Princípios e Linhas Mestras da SADC sobre as Eleições Democráticas (de 2015).

Sexta-feira, a comissão eleitoral local proclamou vencedor, à primeira volta, o candidato Mnangagwa (antigo braço direito do seu antecessor, Robert Mugabe, derrubado em novembro de 2017) com 50,8 por cento dos sufrágios.

Segundo os resultados oficiais, Mnangagwa superou o líder da oposição, Nelson Chamisa, que obteve 44,3 por cento dos votos, que, no mesmo dia, rejeitou os números, que considerou “falsos e não verificados”.

“O escândalo da Comissão Eleitoral do Zimbabué que publicou falsos resultados, não verificados, é reprovável”, disse o líder da oposição numa mensagem difundida através da rede social Twitter.

Mnangagwa dirige o Zimbabué desde o derrube, em novembro, do Presidente Robert Mugabe, obrigado pelos militares e pelo seu partido, ZANU-PF, a demitir-se ao fim de 37 anos no poder.

Desde a independência em 1980, o país só conheceu dois chefes de Estado, ambos da ZANU-PF: Mugabe e Mnangagwa, o seu antigo vice-presidente, de 73 anos.

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