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Presidente da Câmara de Santo Tirso “demitiu-se de exercer competências”, acusa o PAN

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza apresentou hoje, no Parlamento, um requerimento para que o Presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Alberto Costa, se explique face à morte de 54 animais em dois canis ilegais, na Agrela.

O pedido de audição do autarca sucede aos requerimentos, também apresentados pela PAN, para que o ministro da Administração Interno (Eduardo Cabrita) e o secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural (Nuno Russo) expliquem a linha de comando e cronológica do incêndio na serra da Agrela.

“Face ao cenário a que assistimos no passado sábado, ao número de vidas perdidas ou feridas e à forma como o processo foi conduzido, sem qualquer aparente planeamento e coordenação com vista à proteção de vidas e do bem-estar animal, espera-se não só que as autoridades competentes venham explicar o inaceitável e assumir as suas responsabilidades políticas perante o ocorrido”, salientou a deputada Bebiana Cunha, que assistiu no local ao sucedido.

Argumentando que não foi permitido o acesso aos canis para o salvamento dos animais –morreram 52 cães e dois gatos –, a parlamentar exigiu o apuramento das “responsabilidades políticas do município, nomeadamente do presidente da autarquia, que se demitiu de exercer as suas competências em matéria de proteção civil com vista ao resgate dos animais, ao mesmo tempo que não exigiu a presença do médico veterinário municipal no local e não providenciou a evacuação dos animais”.

“Contribuiu assim para o agravar da situação e para que não fosse prestado o pronto e devido auxílio aos animais”, frisou Bebiana Cunha.

O ministro da Administração Interna e o secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural deverão ser ouvidos no Parlamento no próximo dia 30 de julho, juntamente com o diretor da Direção-Geral da Alimentação e Veterinária, Fernando Bernardo.

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