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Poucos utentes nas filas para carregar os novos passes da Área Metropolitana de Lisboa

Poucos utentes estavam nas filas para comprar ou saber informações sobre os novos passes da Área Metropolitana de Lisboa, que começaram hoje a ser vendidos nos operadores e que são válidos a partir de 01 de abril.

Na estação de Sete Rios, em Lisboa, interface do Metropolitano, da CP e da Fertagus e que dá acesso a autocarros, praticamente não existiam filas e, nestas, entre o meio e o final da manhã, eram poucos os utentes que pretendiam carregar os novos passes.

Alguns aproveitavam o pouco tempo de espera para tirar algumas dúvidas e saiam satisfeitos ao saber que, afinal, era mesmo verdade que o passe tem agora novos preços: 40 euros para viajar em todos os transportes da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e 30 euros para viajar dentro de um município.

Alex Júnior mora em Carcavelos, no concelho de Cascais, trabalha na Pontinha (Odivelas) e estuda na Amadora, pelo que o novo preço dos passes “é uma grande ajuda, porque é bastante em conta”.

“Já paguei até 109,90 euros de passe, que era juntamente com o Metro e o comboio, com a Vimeca e a Lisboa Transportes, que eu precisava às vezes. Já cheguei a pagar 70 e tal euros e agora 40 euros por isto tudo. Ajuda bastante no bolso”, disse, salientando que o preço que pagava até agora era “bastante pesado”, apesar de ter direito a desconto de estudante.

Natacha Oliveira ainda não veio carregar o passe, mas ficou a saber que o seu passe L12, de pouco mais de 60 euros, vai ficar em 40.

“Preciso do passe para trabalhar e ainda do autocarro e do comboio até Queluz para ir buscar o meu filho e agora fica muito mais barato. Tenho muitas despesas e, se ficar mais barato, é muito melhor para mim”, afirmou.

A mesma opinião manifestou Letícia Antunes, que mora e trabalha em Sete Rios, mas precisa de ir com frequência a Sintra, considerando que “o mais correto é todos pagarem o mesmo” pelo passe.

Edmar Pereira, que vem diariamente de Rio de Mouro (Sintra) para estudar em Lisboa, realçou que a medida “já devia ter sido feita há algum tempo”.

“Eu tinha de pagar para aí 50 euros mesmo com desconto da universidade e conheço pessoas que pagavam 100 euros em passes. Fiquei muito surpreendido com a medida”, salientou.

Carlos Lindo veio carregar o passe para maiores de 65 anos para viajar em Lisboa, que atualmente custa 14,70 euros.

“Pensava que a partir do mês que vem [abril] passava para os 20 euros, mas tive uma grata surpresa: os seniores que pagam 14,70 euros podem carregar ainda mais um mês com 14,70 nas condições anteriores. E proximamente aumenta apenas 30 cêntimos, passa para 15 euros, o que é muito bom”, considerou.

Este é o preço do passe Navegante Lisboa para pessoas com mais de 65 anos ou reformados, que permite viajar em todos os transportes no concelho de Lisboa.

Vinte euros é o preço do Navegante Metropolitano, que permite a este grupo etário viajar em todos os meios de transporte da Área Metropolitana de Lisboa, mas esta versão, para Carlos Lindo, “não compensa, porque apenas usa o Metro e a Carris”.

Os utentes dos transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) podem começar hoje a carregar o cartão Lisboa Viva com os novos passes Navegante Metropolitano ou Municipal, válidos a partir de 01 de abril, nos postos de atendimento dos operadores dos transportes.

Os novos passes, válidos a partir de 01 de abril, são mensais, e têm duas modalidades: o passe Navegante Metropolitano e o passe Navegante Municipal.

O passe Navegante Metropolitano custa 40 euros e permite viajar em todos os transportes públicos, de uma ponta à outra da Área Metropolitana de Lisboa.

O passe Navegante Municipal existe em 18 versões, um para cada um dos concelhos que integram a AML, permitindo ao utente utilizar todos os transportes públicos de um concelho por 30 euros.

Os descontos para seniores, reformados e carenciados mantêm-se e os mais novos na AML têm o Navegante 12, um passe sem custos, cuja validade termina no mês em que perfazem 13 anos.

Os carregamentos dos novos passes continuarão a ser feitos nos moldes atuais, na internet, nos balcões e máquinas dos operadores e em caixas multibanco.

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