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Peso da dívida pública no PIB desce para 122 por cento em junho, mínimo desde 2012

O peso da dívida pública no Produto Interno Bruto (PIB) na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, desceu para 122,22 por cento no segundo trimestre, o valor mais baixo em sete anos, mostram dados do Banco de Portugal.

O rácio da dívida pública no PIB na ótica de Maastricht recuou de 125,09 por cento, no final do primeiro trimestre, para 122,22 por cento no final de junho, de acordo com os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

Trata-se do nível mais baixo desde o primeiro trimestre de 2012, quando o peso da dívida pública no PIB se fixou nos 118,2 por cento.

Em 23 de julho, o IGCP – Agência de Gestão de Tesouraria e da Dívida Pública indicou que a diminuição no ‘stock’ da dívida direta do Estado, em junho, se devia, “essencialmente, à redução do saldo de OT [Obrigações do Tesouro]”, explicada pela amortização de uma linha de OT no valor de 8,1 mil milhões de euros.

O Governo tem uma meta de 118,6 por cento para a dívida pública em relação ao PIB para este ano, inscrita no Programa de Estabilidade, o que significa que, para a cumprir, será necessário que a dívida pública desça 3,6 pontos percentuais na segunda metade do ano.

O Banco de Portugal divulgou no início deste mês valores revistos em alta para a dívida pública, decorrentes do impacto da revisão da metodologia usada para a calcular, que passou a incluir os juros capitalizados dos certificados de aforro.

Segundo o banco central, houve uma revisão da metodologia das estatísticas da dívida pública “motivada pela nova versão do Manual do Défice e da Dívida” do Eurostat.

Com esta revisão, o valor da dívida em percentagem do PIB em 2018 passou de 121,5 por cento para 123,6 por cento do PIB.

Em 09 de agosto, o ministro das Finanças, Mário Centeno, admitiu que “quando o Governo tiver que definir novas metas” para o rácio da dívida pública “obviamente” o fará.

“Essa mudança de conceito reflete-se no nível que é medido do rácio da dívida face ao PIB, e obviamente que quando o Governo tiver que definir novas metas, com certeza no âmbito do Orçamento do Estado para 2020, que o irá fazer”, disse Mário Centeno à Lusa.

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