Benfica

“Paulo Gonçalves representava o Benfica na Liga”, lembra Marques Mendes

O caso E-Toupeira dominou o comentário semanal de Marques Mendes na SIC, com o ex-político a apontar que “a imagem do Benfica sai abalada e fragilizada” perante a sucessão de investigações e processos judiciais.

Lembrando “o processo dos emails, o caso Rangel, a compra de jogos”, o comentador destacou a sucessão de “muitos casos em tão pouco tempo” para apontar os graves custos de imagem para o Benfica.

“Independentemente das decisões dos tribunais, é a imagem do Benfica que sai abalada e fragilizada. Em termos de imagem, isto é gravíssimo”, insistiu.

Marques Mendes, que é benfiquista, enumerou as principais dúvidas deixadas pela avalanche mediática do caso E-Toupeira.

“Alguém acredita que Paulo Gonçalves agia sozinho? Por conta própria? Para seu benefício pessoal? Ele que até representava o Benfica na Liga de Clubes?”

O caso E-Toupeira é mau para o Benfica, mas excelente para a imagem da justiça portuguesa, depois de “anos” em que o futebol “viveu como um mundo à parte”, continuou o ex-presidente do PSD.

“Tinha um estatuto de impunidade. Tudo podia acontecer, mesmo à margem da lei, que ninguém intervinha, ninguém actuava, ninguém ‘se metia’ com os clubes. Esse tempo está a acabar. Os clubes de futebol deixaram de ter um estatuto de impunidade”, sustentou.

A realidade está a mudar, mas, “provavelmente, os dirigentes desportivos ainda não perceberam esta mudança que está em curso”.

“Os dirigentes desportivos podem não gostar, mas o futebol e o país agradecem mais transparência e menos impunidade no combate à corrupção”, insistiu.

Marques Mendes teve ainda tempo para comentar a polémica exoneração de Augusto Baganha, que deixou o Instituto Português do Desporto e Juventude com críticas gravíssimas ao sucessor.

“Na mesma altura em que o Benfica foi sancionado por causa das claques, o presidente do IPDJ foi demitido pelo Governo. Tudo muito estranho: então demite-se um presidente aprovado pela Cresap? A um ano do fim do mandato? Que fez um trabalho por todos considerado competente? O Governo deve esclarecer”, afirmou.

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