Fórmula 1

Para Vettel era “impossível acompanhar o ritmo de Hamilton e Verstappen” em Hungaroring

Percebeu-se desde as qualificações que a Ferrari dificilmente acompanharia a Mercedes e Max Verstappen no Grande Prémio da Hungria, e para Sebastian Vettel a corrida só veio confirmar essa realidade.

Embora o começo da época e os testes que a antecederam parecesse indicar que este ano a ‘Scuderia’ de Maranello parecesse mais forte do que em 2018, a época de Fórmula 1 está a mostrar um cenário bem diferente.

Vettel venceu em Hungaroring em 2015 e 2017, mas a corrida do último domingo mostrou que esses tempos estão bem distantes, com o alemão a subir ao pódio graças a uma melhor estratégia que lhe permitiu ultrapassar o seu companheiro de equipa perto do final da prova e também devido ao facto de Valtteri Bottas ter comprometido a sua corrida logo na volta inaugural.

O facto de ter montado pneus novos na fase final da prova ‘funcionou’ em favor do piloto de Heppenheim como tinha resultado com Lewis Hamilton, não conseguido esconder que neste momento a Ferrari parece atrás dos três homens que ocupam as posições cimeiras do campeonato.

“Eu era quarto e não tinha nada a perder. Fiquei muito tempo em pista no primeiro turno e esperei que os pneus macios aguentassem até ao fim. Mas no final pensei que com os pneus mais rápidos iria reduzir a diferença (para Charles Leclerc)”, explicou Sebastian Vettel no final.

O alemão diz que aproveitou aquilo que podia aproveitar na corrida magiar: “Tive uma oportunidade que aproveitei. Fiquei contente por provar um pouco do champanhe. Era impossível acompanhar o ritmo de Lewis e de Max este fim de semana. O que significa que temos muito trabalho pela frente”.

Sendo obrigada a ‘fechar portas’ para as férias de verão, a Ferrari não terá a possibilidade de regressar com muitas novidades, mas Vettel vê algo de positivo nesta pausa estival: “É bom ter uma pausa. Os rapazes trabalharam muito. Devemos recarregar um pouco as baterias para continuar depois a batalha. Haverá pistas que nos vão favorecer mais”.

“Não sei o que os outros farão em termos de afinação, de unidades de potência… Veremos. Spa e Monza parecem favorecer-nos mais. Sabemos que tempos um pouco de margem para progredir com o carro. Não acredito que os cérebros se mantenham inativos durante a pausa. Talvez regressemos com boas ideias”, remata o titular do SF 90 # 5.

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