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“Ministério Público coloca perversas suposições nos jornais”, acusa advogado de Sócrates

A defesa de José Sócrates emitiu mais um comunicado a atacar o Ministério Público (MP). Assinado por Pedro Delille, o texto acusou o MP de colocar nos jornais uma “interpretação falsa e maldosa” de uma escuta e uma “falsa proximidade” do ex-governante com Ricardo Salgado.

“Nada de factos, nada de provas, mas muita imaginação e muita intriga”, insistiu o advogado do principal arguido da Operação Marquês.

E são apontados nomes. Após José Sócrates ter dado uma conferência de Imprensa, “o Ministério Público resolveu reagir, através dos sempre disponíveis Correio da Manhã e Sol”.

São depois explanadas as acusações. O CM é acusado por Pedro Delille de ‘patrocinar’ a “extravagante interpretação policial” de uma escuta telefónica.

Nessa conversa, Sócrates “teria expresso preocupação sobre impostos em atraso” relativos ao apartamento de Paris.

“Acontece que tal interpretação é falsa e maldosa”, garantiu o advogado: “A conversa nada tem a ver com isso, como os próprios muito bem sabem e é facilmente demonstrável”.

No caso do semanário, é acusado de ser “utilizado” para promover a tese de que “José Sócrates se encontrava muitas vezes com Ricardo Salgado”.

O advogado frisou que tal “não é verdade” e adiantou que todas as visitas do então ‘dono disto tudo’ “ficaram registadas na portaria” de S. Bento, a residência oficial do primeiro-ministro.

“José Sócrates nunca fez parte do círculo social ou de amigos” de Ricardo Salgado”, garantiu Pedro Delille: “A ideia da alegada proximidade é, pois, também consabidamente falsa, enganosa e artificialmente construída”.

A fechar, o advogado considerou que “estes episódios dizem-nos uma vez mais muito sobre todo o processo”, voltando a acusar o MP de não ter provas contra José Socrátes.

“Cinco anos depois do início formal do inquérito o Ministério Público continua a não ser capaz de apresentar nem factos, nem provas que minimamente sustentem as suas acusações. Cinco anos depois o mais que consegue é recorrer à manha de colocar nos jornais as habituais e perversas suposições. Tudo o que têm para apresentar é muita imaginação e muita intriga”, concluiu.

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