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Mazda 3 ganha individualidade e tecnologia

Ao lançar a mais recente geração do Mazda 3 a marca de Hiroshima conferiu mais indivualidade e tecnologia ao seu ‘hatchback’. O ‘punch’ ganhou-o com esta versão dotada do motor 1.8 Skyactiv-D.

Diríamos que o design Kodo foi refinado para esta geração do modelo, tornando-o mais compacto e agressivo em termos de linhas, a que acrescentou tecnologia, sempre com uma grande preocupação na qualidade de construção.

Fotos: Ricardo Cachadinha

Pensado para a família, este Mazda3 tem algo mais que não encontramos em alguns dos seus concorrentes. Há um foco no detalhe. Não é um japonês minimalista, ficando a meio caminho de um automóvel do seu segmento mas ‘premium’.

O design conquistará certamente alguns corações, ainda que este modelo se imponha por outros argumentos, nomeadamente em termos dinâmicos e de conforto, onde a quase ausência de ruído no habitáculo é um dos aspetos mais notáveis quando estamos a falar de uma motorização diesel.

Esta realidade explica-se no empenho colocado no chassis, nas ligações ao solo e em diversas formas como acomodou o motor de quatro cilindros, que parece muito mais potente do que na realidade é. Isto para já não falar de outro bónus, que é o seu incrível consumo.

Neste cinco portas o estilo Kodo apenas penaliza a visibilidade posterior, devido ao formato do óculo traseiro, ainda que de resto a luminosidade e habitabilidade não saiam minimamente beliscado.

O interior deste Mazda3 parece muito simples, mas não esconde a muita tecnologia a bordo. Não falamos apenas do mais comum ‘start & stop’ – que continua a não ser consensual, embora contribua para os baixos consumos de combustível – mas também de uma parafernália de sistemas de infoentretenimento e ajudas à condução.

Pontuado por aplicações metálicas – nos fechos da porta, guarnições do tablier, caixa de velocidades ou volante – que lhe conferem algum estatuto, o painel de bordo é de simples compreensão, sendo que o condutor partilha com o passageiro de trás alguns comandos, para além de usufruir da velocidade instantânea projetada no pára-brisas, tal como sucede com o limite de velocidade da via em que se circula.

A posição de condução não merece reparo, com os bancos dianteiros a proporcionarem bom apoio lombar, embora na versão Evolve incluam tecido em vez da pele que reveste parte do tablier e das guarnições das portas.

O monitor de 8,9 polegadas desta-se do tablier, revelando informações relativas quer a funções do veículo, também existentes no mostrador do condutor, quer as que têm a ver com o tráfego, climatização, o sistema GPS ou o info-entretenimento (rádio, leitor USB ou dispositivos móveis).

Em termos de espaço este Mazda está bem servido. Cinco adultos viajam confortavelmente, até porque a margem de distância para o tejadilho é razoável, cifrando-se nos 967 milímetros nos bancos de trás, onde normalmente esse valor é mais crítico. Para a pernas no banco traseiro o valor até vai acima da média do habitual para o segmento, 903 milímetros.

A bagageira tem um volume de 358 litros. O que não sendo excecional está dentro da média e pode crescer até aos 1026 litros como o rebatimento do banco tarseiro.

A condução do novo Mazda3 1.8 Skyactiv-D revela-se muito suave, da mesma forma que a caixa de seis velocidades manual (há a opção automática que não ensaimos) é precisa e bem escalonada para os 118 cv deste propulsor. Uma alternativa ao 2.0 litros a gasolina em que também é proposto este modelo.

E embora não se trate propriamente de um desportivo, as recuperações vão muito mais além do que pensávamos, sem penalização do consumo. Chegamos aos 5,7 litros a cada 100 quilómetros sem dificuldade, tal como a marca anuncia. Atingir os 7 litros só com o ‘start & stop’ desligado.

A elastecidade do bloco 1.8 explica a desenvoltura, enquanto o comportamento beneficia do eixo traseiro de torção em detrimento de um multi-braços independente, que provavelmente lhe iria conferir um desempenho mais desportivo. Uma questão de custo, sem dúvida, sendo que o chassis rígido garante uma grande aderência em curva, absorvendo bem as transferências de massa da carroçaria. A direção elétrica é muito direta e permite ter uma grande confiança ao volante, sendo tão útil quanto o trabalho da suspensão McPherson.

Os níveis de emissões situam-se bem abaixo dos limites, situando-se nos 148 g/km, e o preço entra na média esperada para este Mazda 3, 30.305 euros na versão Evolve e 37.963 euros na variante topo de gama.

 

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