Motociclismo

Mário Patrão “na etapa dolorosa e longa de todos os Dakar”

Mário Patrão concluiu a nona etapa do 42º Rali Dakar sem percalços de maior. O que não significa que tenha tido um dia fácil.

O piloto português da KTM foi 26º na etapa mas o ‘fantasma’ da morte de Paulo Gonçalves persegui-o sempre. Isto a adicionar às naturais dificuldades que o longo percurso encerrava, pois eram quase de 900 quilómetros, 410 dos quais cronometrados.

Após a tirada, que marcou o regresso das motos à competição, depois do cancelamento da etapa da véspera, Mário Patrão contava os momentos que viveu em cima da KTM 450 Rally # 31: “Foram quase 900 km percorridos em cima da mota. Esta foi a etapa mais longa e a mais dolorosa de todos os DAKAR. Iniciámos o dia muito cedo, e eu estava muito desconcentrado, perdido, foi um recomeço muito duro pela morte do Paulo, mas com o passar dos quilómetros acabei por conseguir, aos poucos encontrar a concentração que precisava”.

“Os primeiros 80 km foram muito complicados de gerir, a especial passou a ser muito rápida, como tem sido a grande maioria aqui. Coloquei uma fita preta no meu braço esquerdo para mostrar a todos o meu sofrimento, e o meu luto, era o que tinha. Amanhã é a etapa maratona pelo que tenho uma responsabilidade acrescida, com o facto de ter que efetuar a mecânica nas nossas motos da KTM Factory Racing”, acrescentou o piloto de Seia.

Após esta nona etapa Mário Patrão é 35º na classificação geral absoluta das motos, sendo que amanhã a tirada, entre Haradh e Shubayah compreede uma epecial de 534 km disputados ao cronómetro. Esta será a primeira parte de uma etapa maratona que contará com 30 quilómetros de dunas na parte final do percurso, e na qual os pilotos só poderão receber assistência de outros competidores.

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