Economia

Investidos 485 milhões de capital de risco em ‘startups’ portuguesas em 2018

O valor de investimento de capital de risco em ‘startups’ portuguesas atingiu os 485 milhões de euros em 2018, segundo dados divulgados durante o Lisbon Investment Summit, que termina hoje.

Um relatório sobre o mercado português, elaborado pela LC Ventures e pela Federação Nacional de Associações de Business Angels (FNABA), que reúne dados dos últimos três anos, concluiu que “os investimentos por parte de ‘business angels’ (BA) subiram para níveis parecidos com os de venture capital (VC), muito devido a aumento das lógicas de co-investimento”, divulgou em comunicado a Beta-i, organizadora do Lisbon Investment Summit, a decorrer até ao final do dia de hoje, na Cordoaria Nacional, em Lisboa.

Segundo aquele comunicado, este relatório indica que no primeiro semestre de 2019 foram registados “74 acordos de investimento no valor de 54 milhões de euros e uma média de 700 mil euros por ronda”, sendo que as empresas em fase de arranque foram responsáveis por 89 por cento dos acordos fechados.

O relatório revela ainda que o Norte e Centro do país lideram em número de acordos, contudo Lisboa lidera no que diz respeito à quantidade de capital investido.

“A média de investimento foi de 3,2 milhões de euros, divididos pelos 152 ‘deals’ [acordos] fechados durante o ano passado, sendo que oito em cada 10 investimentos foi em fase ‘seed’ [fase inicial]. O resultado reflete um volume de transações 4,4 vezes maior do que o registado em 2017”, pode ler-se no comunicado.

De acordo com este estudo, ainda há potencial de crescimento para o capital de risco nas empresas portuguesas, uma vez que o investimento via VC assegura apenas 1 por cento do investimento total em empresas.

Segue-se a banca como segunda maior fonte (20 por cento), depois o financiamento europeu (3,2 por cento) e, por fim, o apoio público (1,2 por cento).

Em nove anos, o número de empresas de capital de risco em Portugal duplicou, passando de 24 para 48.

Também o valor de fundos sob gestão cresceu, de 3,1 mil milhões para 4,6 mil milhões de euros, entre 2009 e 2016.

Por fim, o número de ‘business angels’ (investidores informais em capital de risco para Pequenas e Médias Empresas – PME) aumentou de 267 em 2010 para 344 em 2018, tendo o capital total passado de 43 para 63 milhões de euros no mesmo período, destaca o documento.

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