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Empresários guineense queixam-se de dificuldades para exportar caju para Índia

Os empresários guineenses que operam no setor do caju queixaram-se hoje do impacto da greve dos funcionários aduaneiros na exportação para a Índia daquele que é o principal produto agrícola do país,

Agnelo Gomes e Fernando Flamengo, também membros da associação de importadores e exportadores da Guiné-Bissau revelaram que “há mais de 20 dias” que os contentores carregados com castanha de caju aguardam por ordens de embarque em navios no porto de Bissau.

Os exportadores queixam-se da “falta de respostas” de funcionários das Alfandegas que aderiram uma greve geral, de oito dias, convocada pela central sindical UNTG (União Nacional dos Trabalhadores da Guiné).

Para serem embarcados nos navios, os contentores têm que passar por “um cordão aduaneiro”, precisou Agnelo Gomes, dando cumprimento às formalidades perante o Estado guineense.

Segundo Gomes, até ao momento foram exportadas 48 mil das cerca de 170 mil toneladas que o Governo conta escoar para Índia.

“Todas as empresas apenas só conseguiram exportar 20/30 por cento de toda castanha”, observou Agnelo Gomes, sublinhando que o produto que está no porto deveria estar na Índia desde maio.

O empresário afirma que há o risco de o comprador indiano impor um preço mais baixo aos exportadores guineenses.

Por ficar parado durante mais de 20 dias no porto de Bissau e durar mais 42 dias de viagem até Índia, o caju guineense está assim em risco de perder valor do mercado, assinalou Fernando Flamengo.

De acordo com Flamengo, perante todos esses condicionalismos, o comprador acaba por impor pagar menos ou então descontar 300 dólares (cerca de 256 euros) por cada contentor.

Os dois empresários alertam ainda para o facto de que mais de 70 mil toneladas do caju se encontrarem ainda nas mãos dos produtores.

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