Justiça

Duas “investigações incómodas” para o Governo fizeram ‘cair’ a PGR, acusa Marques Mendes

Marques Mendes acusou o Governo de não propor a recondução de Joana Marques Vidal como procuradora-geral da República (PGR) pelo “embaraço” provocado ao PS com várias “investigações incómodas”.

O ex-presidente do PSD, agora comentador da SIC, sustentou que a sugestão de uma nova PGR, aceite e empossada por Marcelo, “”é a versão mais atualizada e agora mais sofisticada do ‘quem se mete com o PS leva'”, sustentou.

“António Costa sempre quis fazer isto”, insistiu, na intervenção semanal.

“Acho que há, da parte do Governo, um enorme embaraço e um enorme incómodo com algumas investigações do Ministério Público”, afirmou Marques Mendes.

E deu dois exemplos concretos: “A Operação Marquês e o caso de Angola“.

“Neste processo” de nomeação da PGR “houve gato escondido com rabo de fora”, reiterou.

Se António Costa foi o “grande ganhador” da não recondução de Joana Marques Vidal, “a meias” com José Sócrates, já a ministra da Justiça foi a marioneta usada para toda esta “fantochada” de “baixa qualidade”

Francisca Van Dunem recebeu os partidos “para emitirem uma opinião sobre esta matéria quando já estava tudo decidido”, acusou Marques Mendes.

Críticas de quem estava no PSD quando, em 1997, este partido definiu com o PS que, numa revisão da Constituição, o mandato do PGR seria único e alargado a seis anos.

“Isto está escrito e foi assinado por PS e PSD, eu estava lá e assinei”, frisou.

Para além de Marques Mendes, pelo PSD assinou também o então presidente do partido, Marcelo Rebelo de Sousa.

A crítica do agora comentador surgiu dias depois de um outro ex-presidente do PSD, Passos Coelho, ter atacado com violência o primeiro-ministro e o Presidente da República a propósito da não recondução de Joana Marques Vidal.

Mais partilhadas da semana

Subir