Crónicas

Despe-te do que não te liberta

A liberdade e a paz que a alma precisa de ter, só na nudez dos sentimentos é que pode ser conseguida.

A transparência em que vivemos vai ditar a leveza com que percorremos o caminho, poucos têm a coragem de se despir daquilo que os aprisiona. O medo e a postura de que “nada preciso de questionar”, faz com que a evolução da alma estagne pela falta de pró-actividade em querer saber qual a beleza que existe por traz do corpo que os anima.

Desnudando-nos somos livres para receber aquilo que de mais valioso e sincrónico o Universo tem para nos dar. Não nos devemos adaptar às circunstâncias só porque é o que é politicamente correcto para o nosso ego.

Sintonizemos a nossa frequência com aquilo que nos “pertence” na liberdade, no amor e na paz. Abandonar o medo por não sabermos o que está para lá daquilo que é seguro, assusta, petrifica, converte-nos em “pedra”. Ultrapassá-lo passando pela neblina sem sombra de luz, aterroriza mas a sua conquista é absolutamente poderosa.

O Amor faz-nos voar, com asas camufladas para o homem comum e cristalinas para o homem sábio.

Todos os dias agradeço habitar na Terra, onde aprendo cada vez mais a cristalizar as minhas asas que me devolvem a emancipação da minha alma…

Esta liberdade é contagiante para alguns dos que me rodeiam e para outros verdadeiramente assustadora, pois aparentemente vivo constantemente no precipício… e apenas estou entregue aquilo que a minha frequência atrai. Este “jogo” de vida é absolutamente apaixonante, pois nada controlo, a não ser deixar fluir o momento em que estou desperta, atenta a todos os sinais, sejam eles de medo, ansiedade, ilusões, e dominá-los com a certeza de que são apenas bloqueios à liberdade e à paz da Alma. Assim vivendo, no controlo das vibrações emitidas, dou espaço a que aquilo que sou, na nudez do que não quero que me pertença, me traga “tudo que me pertence” para ser eternamente feliz.

Grata pelo cruzamento de todos nós que me fazem crescer ao espelhar em cada um de vocês. Amo-vos na profundidade em que permito que me toquem.

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