Cultura

“Câmara e Rivoli excluíram” o Fazer a Festa, acusa José Leitão

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No balanço do encerramento do 35.º Fazer a Festa – Festival Internacional de Teatro, que ontem terminou no Porto e na Maia, o diretor artístico acusou a Câmara do Porto e o Rivoli de não prestarem “qualquer apoio à realização do festival”, que foi “excluído da programação cultural” do Porto.

A crítica de José Leitão, diretor artístico do Fazer a Festa, vem no parágrafo que fecha o balanço da 35.ª edição: “Para memória futura assinale-se que, pelo quarto ano consecutivo, o pelouro da Cultura da Câmara Municipal do Porto e o Teatro Municipal Rivoli não prestaram qualquer apoio à realização do festival, excluindo-o da sua programação cultural”.

O reparo merece destaque porque alguns dos espaços onde decorreram iniciativas do festival são no Porto, embora sob a responsabilidade de outras entidades, nomeadamente Junta de Freguesia do Bonfim e Teatro Nacional de São João.

Cerca de 2000 espectadores

No balanço dos 35 anos do festival, José Leitão assinalou, em nome do Teatro Art’Imagem (a companhia organizadora), que o Fazer a Festa ‘chamou’ cerca de 2000 espectadores, que marcaram presença nas diversas atividades.

“Foram dez dias seguidos de teatro, dança, música, exposições, encontros e tertúlias, com espectáculos para adultos, infância e juventude, públicos familiares e escolares. Teatro de câmara e de rua, performances, novo circo, clowns e leituras de contos”, realçou o diretor artístico

Participaram neste Fazer a Festa nove companhias de teatro, cinco nacionais e quatro estrangeiras, provenientes da Galiza-Espanha, Brasil e Cabo Verde, que apresentaram 17 espectáculos.

“Na programação do festival foi possível associar a presença de quase uma centena de profissionais de teatro entre atores, encenadores, dramaturgos, produtores e outros fazedores de teatro que participaram em várias atividades como um Encontro Aberto de reflexão pública denominado ‘Que Fazer com o Fazer a Festa, 35 anos depois?’, realizou na Junta de Freguesia do Bonfim e que constituiu um dos momentos mais importantes desta edição, porque nele se discutiu o futuro do festival”, diz ainda o comunicado assinado por José Leitão.

O Fazer a Festa é o terceiro festival internacional mais antigo do país, tendo já recebido a medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal do Porto.

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