Economia

Wall Street fecha em alta e com recordes do Dow Jones e S&P500

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, graças a declarações consideradas tranquilizadoras sobre o desenvolvimento das negociações sino-norte-americanas, que incluem a progressiva redução das taxas alfandegárias, com os índices Dow Jones e S&P500 a alcançarem novos máximos.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average avançou 0,66 por cento, para os 27.674,80 pontos, e o alargado S&P500 valorizou 0,27 por cento, para os 3.085,18.

Sem bater o seu recorde, o tecnológico Nasdaq progrediu 0,28 por cento, para as 8.434,52 unidades, o que o aproximou do seu máximo.

A China anunciou hoje que tinha chegado a acordo com os EUA para uma redução progressiva das atuais taxas alfandegárias punitivas, à medida que o acordo avance, quando chineses e norte-americanos ainda trabalham para alcançar um entendimento parcial no seu diferendo comercial.

Estas declarações deram confiança aos investidores, depois de terem ficado preocupados na véspera com as notícias que davam conta da possibilidade de o encontro entre os presidentes norte-americano e chinês, para assinarem um acordo comercial parcial, ser adiado para dezembro.

Karl Haeling, da LBBW, recomendou, contudo, prudência, apesar do vento de otimismo que soprou hoje sobre os mercados.

“Conhecemos a propensão do presidente Trump e até a de Xi Jinping, para fazerem volte-face no último momento. Trump muda de opinião de sim para não ou de não para sim. Enquanto este acordo não estiver assinado, existem hipóteses de tudo cair. Em bom rigor, basta um ‘tweet’ (mensagem na rede social Twitter)”, considerou este analista.

Segundo informações divulgadas pela comunicação social, existiriam inclusive divergências dentro da Casa Branca sobre o levantamento das sanções comerciais a Pequim.

Em todo o caso, o aumento do apetite pelo risco em Wall Street traduziu-se pela forte subida da taxa de juro paga pela dívida pública norte-americana a 10 anos.

Às 21:30 de Lisboa, esta taxa estava em 1,916 por cento, o que compara com 1,828 por cento na véspera.

Vários analistas recusam-se, porém, a admitir um aumento prolongado do rendimento obrigacionista.

“Um acordo de ‘fase 1’ deixaria em vigor importantes tarifas alfandegárias, as preocupações sobre o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) vão regressar no início de 2020 e nós estimamos que o crescimento real da economia norte-americana vai descer dos 2,3 por cento de 2019 para 1,6 por cento em 2020, o que vai conduzir a Reserva Federal a decidir mais uma descida das taxas de juro no início de 2020”, julgou John Canavan, da Oxford Economics.

“Esta combinação é a receita para rendimentos mais baixos no longo prazo”, acrescentou.

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