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Usa o Gmail? Pode começar a receber mensagens de pessoas que não conhece

gmailgmail 600Google está a ser fortemente criticada por novas mudanças nas políticas de privacidade. Objetivo parece o mesmo de sempre, tentar uma aproximação da Google+ ao Facebook.

A Google continua a fazer de tudo para fazer crescer a sua rede social Google+, concorrente direta do Facebook.

Depois das mudanças no YouTube, onde os utilizadores passaram a estar obrigados a criar perfil na Google+ para poderem comentar vídeos, a gigante da Internet mexeu agora nas politicas de privacidade do Gmail, o seu serviço de e-mail que é utilizado por milhões de utilizadores diariamente.

A partir de agora, qualquer utilizador que tenha conta na rede social Google+ pode enviar e-mails a utilizadores do Gmail. Por isso já sabe, se começar a receber mensagens de pessoas que não conhece, está aqui a razão.

Para tal, o utilizador da Google+ apenas terá de escrever primeiro e último nome na caixa do destinatário. A pesquisa em tempo real vai-lhe mostrando as opções, com nome, apelido e foto.

Há apenas uma questão necessária para conseguir enviar mensagens. Terá de ter essa pessoa no círculo de utilizadores que segue. Após a adicionar, passa a poder-lhe facilmente enviar mensagens para o Gmail.

Esta decisão da Google causa mais polémica ainda porque se trata de uma mudança que fica definida por defeito, ou seja, nada foi perguntado aos utilizadores, se queriam ou não. A única forma de anular tudo isto é impedir a receção de mensagens de utilizadores desconhecidos nas definições de privacidade do Gmail.

Corrida louca contra a concorrência

A rede social Google+ foi lançada oficialmente em junho de 2011, numa altura em que o Facebook já ia longe. A plataforma da proprietária do maior motor de busca do mundo foi elogiada por alguns, mas na verdade, para grande parte dos utilizadores, nunca passou de uma ‘cópia’ da invenção de Mark Zuckerberg.

Atualmente, segundo dados oficiais, a Google+ tem mais de 500 milhões de utilizadores registados. Contudo, apenas cerca de 130 milhões a utilizam de forma frequente. Já os números do Facebook são bem diferentes, para melhor. A rede social de Zuckerberg conseguiu alcançar, em 2012, os mil milhões de utilizadores ativos, ou seja, mais de sete vezes mais.

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