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Vídeo: ‘Futuro’ candidato presidencial desculpa-se por engarrafamento nos EUA

governador engarrafamento Chris Christie, apontado como candidato presidencial em 2016, está a ser responsabilizado pelo engarrafamento de quatro dias que bloqueou a ponte entre Nova Jérsia e Nova Iorque. O governador de Nova Jérsia pediu desculpas, mas endossou o erro aos funcionários.

“Embaraçado e humilhado”, o governador de Nova Jérsia, Chris Christie, pediu desculpa pelo engarrafamento de setembro do ano passado, quando um engarrafamento bloqueou a ponte George Washington (que liga os estados de Nova Jérsia e Nova Iorque) durante quatro dias (de 9 a 13).

O político, apontado pelos analistas políticos norte-americanos como um dos potenciais candidatos republicanos às eleições presidenciais de 2016, está a ser responsabilizado pelo engarrafamento numa das pontes mais movimentadas do mundo. Terá sido por vingança contra um autarca democrata que assessores e conselheiros de Chris Christie terão ‘fabricado’ o bloqueio no trânsito.

Em conferência de imprensa, o político pediu desculpa pelos problemas na ponte, mas endossou o erro aos funcionários. Chris Christie assumiu estar “embaraçado e humilhado pela conduta de algumas pessoas da minha equipa”, que demonstrou “uma falta de respeito pela governabilidade e pelas pessoas que serivmos”. O governador alegou ter sido “enganado” por quem o deveria orientar.

O pedido de desculpas surge depois do inquérito ao engarrafamento ter apurado que assessores e conselheiros de Chris Christie trocaram emails a planear o encerramento de algumas vias na ponte. No sentido de Bergen (Nova Jérsia) para Nova Iorque, a entrada foi reduzida de três faixas de rodagem para apenas uma. Inicialmente, o governador alegara que as alterações ao trânsito foram as necessárias para um exercício da Autoridade Portuária de Nova Iorque e Nova Jérsia.

Alguns dos emails foram divulgados pelo The Bergen Record. O primeiro data de 5 de agosto do ano passado, com Bridget Anne Kelly, conselheira do governador, a avisar o representante do governador na Autoridade Portuária, David Wildstein: “chegou a hora de haver problemas de trânsito em Fort Lee”. Em resposta, Wildstein devolveu um “entendido”.

“Sinto-me ultrajado e profundamente triste por saber que não só fui enganado por um membro da minha equipa, como esta conduta imprópria e não autorizada foi feita sem o meu conhecimento”, defendeu-se Chris Christie: “este comportamento não é representativo da minha administração e as pessoas serão responsabilizadas pelas suas ações”.

O congestionamento teve efeitos dramáticos, uma vez que o tempo de assistência médica praticamente duplicou. Um dos casos mais mediáticos, publicado pelo The Bergen Record, foi o da morte de uma mulher de 91 anos, de Fort Lee, à chegada ao hospital, depois de ter sido encontrada inconsciente.

A localidade de Fort Lee, em Nova Iorque e liderada pelo democrata Mark Sokolich, foi das mais afetadas pelo engarrafamento de quatro dias. Os críticos acusam Chris Christie de ter orquestrado o bloqueio da ponte por vingança política, uma vez que Sokolich não apoio o governador durante a campanha para a reeleição. Quando confrontado por um jornalista, em dezembro, Christie respondeu com ironia: “fui eu que pus lá os cones. Estava disfarçado, mas estava lá, vestido com um macacão e um boné, a pôr os cones”.

Porém, o governado voltou atrás, pedindo desculpas públicas durante a conferência de imprensa. Christie anunciou ainda o despedimento de Bridget Anne Kelly, entre outros assessores e conselheiros, “porque ela me mentiu”.

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