Nas Notícias

Tudo o que é preciso saber sobre o cancro da pele

A incidência do cancro de pele tem vindo a aumentar no território europeu nos últimos anos. Saiba tudo sobre esta doença e previna-a.

O calor do verão convida à praia e à piscina, deixando o corpo mais exposto e… desprotegido face à radiação solar.

Nas décadas mais recentes, os países europeus têm registado uma acentuada subida da incidência dos vários tipos de cancro de pele.

Atualmente, o cancro de pele é a neoplasia – um aumento excessivo e progressivo das células sem causa aparente –  maligna mais frequente na população europeia.

O que é o cancro?

Os órgãos e o tecido do corpo são formados por inúmeras células, que seguem o seu ciclo de vida e, quando morrem, são substituídas por novas células.

Por vezes, surge uma proliferação anormal de células, aparecendo novas células com as velhas a não morrerem. Este conjunto de células ‘a mais’ tem o nome de tumor.

O tumor pode ser benigno, quando não tem a capacidade para se ‘espalhar’ pelo organismo, ou maligno, quando invadem tecidos e/ou órgãos circundantes.

Quando o tumor é maligno torna-se num cancro, por norma recebendo o nome da zona onde surgiu. Ou seja, o cancro da pele surgiu a partir de um tumor na pele.

Como se desenvolve o cancro da pele?

O cancro da pele ocorre quando há um crescimento exagerado das células da epiderme (hiperplasia), podendo também ocorrer mutações no ADN que levam ao aparecimento de células anormais.

Esse crescimento exagerado das células é estimulado pela radiação ultravioleta (UV) da luz solar, pelo que o verão é o período de maior risco.

Há um conjunto de lesões cutâneas associadas a um maior risco de surgimento e desenvolvimento do cancro da pele.

A lesão mais comum é a queratose actínica, uma mancha vermelha e escamosa que tem várias variantes.

O risco do surgimento de um tumor maligno é maior nas zonas do corpo mais expostas: cabeça, cara, braços e pernas.

No entanto, pode surgir outros locais do corpo, como mucosa bucal, mucosa nasal e mucosa genital.

O local onde aparece a doença está relacionado o com o tipo de cancro da pele.

Que tipos de cancro de pele existem?

O cancro da pele pode, pelas suas caraterísticas, ser classificado em três grandes grupos: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma.

O carcinoma basocelular (ou basalioma) é o tipo mais comum, correspondendo a cerca de 65 por cento dos casos de cancro da pele.

É um tumor de crescimento lento e que habitualmente surge no rosto. São raros os casos de metastização para outras zonas do corpo, mas se não for tratado a tempo pode tornar-se num cancro muito invasivo e destrutivo.

O carcinoma espinocelular (ou pavimentocelular) é o segundo tipo mais comum, correspondendo a cerca de 25 por cento dos casos.

Também conhecido como carcinoma das células escamosas, este tumor surge em áreas do corpo menos expostas.

É mais agressivo do que o basocelular e em fases mais avançadas pode metastizar para os gânglios linfáticos, a partir dos quais pode atingir outras zonas do corpo.

O melanoma é o grande tipo menos comum, mas é o mais grave, correspondendo a oito por cento dos casos de cancro da pele.

Este tumor maligno é responsável por mais de dois terços das mortes por cancro da pele, tendo a incidência subido acentuadamente nos últimos 20 anos.

Em Portugal, estima-se que todos os anos surjam mil novos casos de melanoma.

O melanoma é muitas vezes confundido com um ‘simples’ sinal da pele. No entanto, tem algumas caraterísticas que ajudam na sua identificação: um lado assimétrico, um bordo irregular, uma cor heterogénea, um diâmetro superior a meio centímetro e/ou alterações no tamanho, cor e forma.

Como prevenir o cancro da pele?

Foram já identificados os principais fatores de risco para o desenvolvimento de cancro da pele, que são: 

  • A exposição solar repetida;
  • As queimaduras solares da pele;
  • Historial de cancro da pele na família (em mais do que um familiar direto);
  • Pele clara;
  • A presença de sinais atípicos e/ou abundância de sinais comuns.

Como o principal risco é a exposição repetida à radiação ultravioleta (tanto a de origem solar como a de lâmpadas UV ou solários), a principal medida de prevenção do desenvolvimento de cancro da pele passa por evitar essa exposição.

Para se proteger deve:

  • Evitar a exposição solar intensa (em particular entre as 10h00 e as 16h00 nas estações quentes); 
  • Aplicar um protetor solar nas áreas da pele expostas (e reaplicar regularmente);
  • Usar roupa leve de mangas compridas, calças compridas e chapéu;
  • Evitar solários.

Estes cuidados devem sem redobrados em relação a crianças e a pessoas de pele clara.

Importância do rastreio e diagnóstico precoces

A grande maioria dos cancro é curável desde que diagnosticada precocemente. O autoexame e a observação médica de rotina constituem boas oportunidades de rastreio e de diagnóstico precoce.

O cenário muda se os casos já estiveram numa fase mais avançada, com metástases.

Ainda assim, as mais recentes terapêuticas oncológicas têm demonstrado resultados muitos promissores no tratamento de melanomas em estado avançado.

A Liga Portuguesa contra o Cancro disponibiliza uma linha de apoio à pessoa com cancro: 808 255 255.

O objetivo da Linha Cancro é informar e apoiar a pessoa com cancro e a sua família ou amigos, em aspetos que digam respeito à doença, associações de doentes existentes, direitos dos doentes e instituições ou centros de tratamento e a criação de um serviço de referência no apoio à pessoa com cancro e seus familiares.

https://www.ligacontracancro.pt/contacto-com-a-linha-cancro/

Veja neste vídeo como fazer o autoexame à pele:

Em destaque

Subir