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Rui Moreira pede ao ministro “um mais apertado cerco” ao Porto

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, instou hoje o ministro da Administração Interna a criar um cerco mais apertado na cidade, através da criação de ‘check-points’ para conter a transmissão ‘descontrolada’ da Covid-19.

Numa carta dirigida àquele governante, o autarca, revela o município em comunicado, diz que, apesar do excelente trabalho desenvolvido até ao momento pela PSP, “antevêem-se grandes desafios no combate à pandemia, sendo os próximos dias “particularmente críticos pela chegada do fim de semana, pelo estado do tempo apetecível ao lazer e pela proximidade da Páscoa”.

Moreira considera que, como tal, estes deverão merecer, da parte do Estado, “medidas mais duras quanto à circulação e, sobretudo, entrada de cidadãos (nomeadamente emigrantes) no país”.

Nesse sentido, o autarca insta o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, a “criar um mais apertado cerco à cidade”, através da criação de check-points que, considera, poderão ser decisivos dado que “fechar a cidade a estes movimentos pendulares típicos de fim de semana e feriados seria determinante para conter a transmissão descontrolada da doença”.

Moreira recorda que o Porto possui dois parques urbanos e frente de mar, que atraem cidadãos dos concelhos limítrofes.

O independente apela ainda a um maior rigor no controlo fronteiriço, considerando o fluxo quer de cidadãos emigrantes quer de espanhóis “que tendo uma situação epidemiológica pior, neste momento, e habituados que estão, no Norte do país, a passar a fronteira para Portugal nesta altura do ano, poderão sentir-se tentados a fazê-lo”.

Na missiva dirigida à tutela, o autarca deixa, contudo, elogios à ação das forças de segurança interna na cidade do Porto que considera “tem sido inexcedível” e “determinante para garantir não apenas o controlo e restrição da mobilidade dos cidadãos, mas também a sua segurança”.

Rui Moreira assinala ainda a articulação entre a Polícia Municipal e a PSP, essencial numa altura de crise pandémica.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou cerca de 540 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 25 mil.

Portugal regista hoje 76 mortes associadas à covid-19, mais 16 do que na quinta-feira, e o número de infetados subiu para 4.268, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

O relatório da situação epidemiológica em Portugal, com dados atualizados até às 24:00 de quarta-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes (33), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (24), da região Centro (18) e do Algarve (1). Relativamente a quinta-feira, em que se registaram 60 mortes, hoje observou-se um aumento de 26,6%.

De acordo com os mesmos dados, há 4.268 casos confirmados, mais 724 (um aumento de 20,4%) face a quinta-feira.

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