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Jovem morre de covid-19 após ir a festa na igreja e ser medicada com hidroxicloroquina pelos pais

Uma jovem de 17 anos, doente de risco, morreu de covid-19 após ir a uma festa na igreja e ser medicada, pelos pais, com hidroxicloroquina, medicamento ineficaz contra o novo coronavírus, em Fort Myers, na Flórida (EUA).

Carsyn Davis sofria de sobrepeso, era portadora de uma doença autoimune e sobreviveu a um cancro. Apesar de ser uma doente de risco, participou na ‘Festa da Libertação’, um encontro realizado na Igreja da Juventude na Primeira Assembléia de Deus, em junho, com cerca de 100 pessoas, sem que tenham sido respeitadas as regras sanitárias do distanciamento e do uso de máscara.

De acordo com um médico legista, a adolescente só foi levada para o hospital uma semana depois de adoecer. Durante esse período, os pais deram-lhe azitromicina e hidroxicloroquina, sendo que o uso desta substância contra a covid-19 tem sido absolutamente desaconselhado pela Organização Mundial de Saúde.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a defender publicamente o uso da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19, mas a agência federal do medicamento (FDA) já alertou que a hidroxicloroquina, para além de ser ineficaz contra o novo coronavírus, pode provocar problemas cardíacos potencialmente fatais.

A história de Carsyn Davis tornou-se mediática após ser partilhada por uma plataforma dedicada às vítimas da covid-19, levando vários especialistas a criticarem o comportamento dos pais da jovem.

Em comunicado, Carole Brunton Davis, a mãe da jovem, salientou que Carsyn “nunca chorou, reclamou ou expressou medo” enquanto era tratada à covid-19.

Apesar dos problemas de saúde, “Carsyn permaneceu ativa na comunidade”, integrando a equipa de bowling da escola e fazendo voluntariado.

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