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Igreja chilena recusa eliminar segredo da confissão em caso de abuso de menores

A Igreja Católica chilena rejeitou a eliminação do secretismo da confissão em casos de abuso sexual de menores, uma medida em debate no senado do Chile.

A Câmara dos Deputados aprovou, na semana passada, um projeto de lei para obrigar os padres e os religiosos a ao Ministério Público abusos contra menores que tenham conhecimento, mesmo quando o facto tenha sido revelado na confissão.

A medida, que agora será discutida no Senado, visa modificar o Código de Processo Penal e estipula penalidades em caso de omissão.

O presidente da Conferência Episcopal do Chile (CECh), Fernando Ramos, disse no início da reunião plenaria da CECh, que termina na sexta-feira em Punta de Tralcam, que a confissão da igreja é um “sacramento” e um ato sagrado através do qual a pessoa se reconcilia com Deus.

“A legislação chilena protege este momento como um momento muito importante, e a nossa posição é de que o segredo da confissão deve sempre ser protegido, porque é um ato sagrado”, insistiu o bispo.

A reunião da Conferência Episcopal destina-se à elaboração de um documento, tal como foi acordado na reunião especial em agosto de 2018, para tratamento e prevenção do abuso em ambientes eclesiais.

“Vamos tratar particularmente de um documento que será aprovado sobre a integridade no serviço pastoral da Igreja”, disse Fernando Ramos.

“Temos vindo a abordá-lo em várias assembleias desde meados do ano passado. Fizemos vários compromissos nessa linha, em colaboração com a Justiça, e temos total disponibilidade para resolver todos estes casos” de abusos, esclareceu o presidente da CECh.

Fernando Ramos disse que “todas as pessoas que têm responsabilidade criminal por abuso sexual” precisa “assumir a sua responsabilidade”.

A Conferência Episcopal do Chile publicou em agosto passado uma lista com os nomes de 42 padres e um diácono condenado pela justiça civil ou canónica por abuso sexual de menores.

O Ministério Público do Chile investiga 219 religiosos chilenos e 158 casos de abuso sexual contra 241 vítimas, das quais 123 eram menores à época dos factos.

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