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Família esperava cadeira de rodas e fica com milhares de tampinhas à porta de casa

dar sorrirMãe de uma criança com paralisia cerebral aguardava que a associação ‘Dar a Sorrir’ lhe entregasse uma cadeira de rodas, graças a uma campanha de recolha de tampinhas. Mas a associação deixou de recolher o material para reciclagem, o que levou a que um monte de sacos com tampas se acumulasse. Não se sabe do dinheiro, segundo revela o Jornal de Notícias, e a família não faz a menor ideia sobre o valor angariado nesta campanha. A criança continua à espera da cadeira prometida.

Uma criança de 14 anos que sofreu uma encefalite herpética irreversível – quando tinha apenas 14 meses de vida – não consegue segurar o corpo. Com paralisia cerebral, está dependente da família e o crescimento tornou a sua cadeira de rodas pequena demais.

A família do pequeno Ricardo acreditou que uma associação com sede na Póvoa de Varzim, chamada ‘Dar a Sorrir’, pudesse ser a solução para este problema: a carência de uma cadeira nova, que custa cerca de 5000 euros.

E assim começou a campanha das tampinhas e de embalagens, há mais de um ano. Periodicamente, a associação ia recolher o material, para o vender numa empresa de recolha de plásticos também situada na Póvoa de Varzim, segundo conta o JN.

Apesar de nunca receber informações sobre as verbas conseguidas, a família nunca desconfiou e continuou a acreditar nesta campanha. À porta de casa, em Rebordões, Santo Tirso, acumularam-se milhares de tampinhas que a solidariedade aglomerava.

Segundo conta ao JN a mãe do menino, Sandra Costa, a associação ‘Dar a Sorrir’ recolheu “muito mais de 10 toneladas” de tampas e plástico – cada tonelada valerá cerca de 200 euros.

Até que, desde setembro, deixaram de ser recolhidos os materiais para reciclagem. À porta de casa desta família, acumulam-se sacos e sacos de tampinhas. A associação deixou de dar sinais de vida e a empresa a quem são vendidos os materiais, chamada Ceinop, apenas pode garantir que os processos de venda sempre foram feitos do mesmo modo.

A associação não presta esclarecimentos, o seu site deixou de estar online, a página no Facebook está desatualizada e o contacto de telemóvel não está disponível.

Entretanto, o Ricardo continua a aguardar por uma cadeira de rodas adaptada ao seu tamanho. Com a ‘companhia’ de um monte de plástico à porta.

Polémica recente

Está não é, no entanto, a primeira polémica gerada pela ‘Dar a Sorrir’. Recentemente, o presidente da Associação, José Neves, terá insultado uma mãe que retirou a campanha da associação.

“Isto é exploração infantil. Descobriram que o Diogo já é uma fonte de subsistência para a família”, terá escrito, no Facebook, segundo revela o Correio da Manhã. Este jornal escreve também que José Neves “é sócio-administrador da empresa de reciclagem Ceinop, na Póvoa de Varzim”.

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