Desporto

Capazes ao lado de Serena Williams contra o “machismo” do árbitro português

O comportamento da tenista Serena Williams para com o árbitro português Carlos Ramos mereceu, passados cinco dias, uma reação da plataforma feminista Capazes.

Numa crónica assinada por Inês Ferreira Leite, que assume “não perceber (quase) nada de ténis”, o movimento feminista colocou-se ao lado da tenista norte-americana contra “o machismo e sexismo” do árbitro português.

“Também sei que muitos homens brancos (e algumas mulheres brancas) vão ter dificuldades em resistir e vão querer comentar este post, encontrando explicações para cada evento e cada comportamento”, ironizou a autora, logo a abrir o texto.

E como é que a Capazes justifica a acusação de “comportamento machista e racista” feita sobre Carlos Ramos?

“A questão não é, obviamente, saber se Serena violou as regras durante a final dos US Open (parece-me claro que sim). A questão é saber se as penalizações de atletas masculinos em situações semelhantes, são semelhantes”, frisou a autora.

“Como é sexismo, manifestamente, censurar-se Serena por ‘perder a cabeça’, quando se limitou a responder ao árbitro de modo indignado, usando o termo ‘ladrão (de pontos)'”, continuou.

A crónica cita depois “uma lista com os casos mais célebres de mau comportamento masculino”, que envolveram Novak Djokovic, Rafael Nadal, Andy Murray e o há muito retirado Andre Agassi, entre outros.

“O árbitro quis ser o protagonista do jogo e não percebeu os limites do seu papel”, acusou a Capazes, com este artigo.

Surge, então, uma atenuante para o árbitro português: “É também muito provável que não tenha feito por mal, ou, sequer, conscientemente. Geralmente não é por mal. É por educação. É pela força do contexto machista em que todos nós somos educados”.

A concluir, o movimento feminista considerou “engraçado” que os árbitros ponderem um boicote aos jogos de Serena Williams: “Só que não é engraçado. É só triste. E demonstrativo do poder do machismo em contextos essencialmente dominados por homens”.

Reveja o incidente.


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