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“’Basta’ aceita que se taxe multibanco quando os contribuintes não salvarem bancos”, diz Ventura

“Se os bancos querem agir como entidades totalmente privadas e sem qualquer revestimento de atividade pública, então que cobrem pelas operações que disponibilizam, mas não venham depois de mão estendida quando as coisas não correrem bem”, argumenta André Ventura.

André Ventura critica a medida que os banqueiros portugueses defendem, de querer aplicar taxas nas operações em máquinas ATM.

Alegam os banqueiros que os multibancos são um serviço prestado à população, pelo que deve acarretar um custo, sustentaram, no CEO Banking Forum, que decorreu em Carcavelos.

Pretendem, por isso, que seja alterada a lei que proíbe comissões em levantamentos feitos com cartão de débito.

A medida suscita críticas de André Ventura. “O ‘Basta’ aceitará que se taxe o Multibanco quando não houver dinheiro dos contribuintes para salvar os bancos”, afirma, ao PT Jornal.

O jurista não compreende os argumentos dos banqueiros. “Um grupo de banqueiros fala da injustiça e da incompreensão perante o facto de, em Portugal, as operações de ATM não serem cobradas com uma taxa adicional. De facto, isso ocorre em vários países e Estados da União Europeia. Há, no entanto, uma diferença fundamental : é que na sua grande maioria estes países não gastaram milhares de milhões de euros em impostos dos contribuintes para salvar estes mesmos bancos”, sustenta.

Para Ventura, “se os bancos querem agir como entidades totalmente privadas e sem qualquer revestimento de atividade pública, então é certo que cobrem pelas operações que disponibilizam aos cidadãos”, desde que “não venham depois de mão estendida quando as coisas não correrem bem”.

“Se não houver dinheiro, pura e simplesmente fecham a porta, como qualquer outra empresa”, aponta.

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