Justiça

Armando Vara “pronto” para se “apresentar” na cadeia “quando quiserem”

Armando Vara assume que está “pronto” para se “apresentar” na cadeia “quando quiserem”. O antigo ministro, que perdeu o último recurso no processo ‘Face Oculta’, deverá em breve cumprir a condenação de cinco anos de prisão efetiva, que foi confirmada pelo Tribunal Constitucional (TC).

A poucas semanas de começar a cumprir a pena a que foi condenado, o ex-ministro assume que “a partir do momento em que a decisão é tomada, a única coisa a fazer é acatar, não haver nenhum tipo de tentativa de adiar”.

Em entrevista ao jornal Observador, Armando Vara sublinha que anda “a cumprir pena há anos”.

“A minha vida nunca mais foi a mesma depois deste processo”, explicou, garantindo que quer pagar a “dívida” que a justiça diz ter com a sociedade.

“Se tenho uma dívida com a sociedade, se o juiz achou que eu tenho uma dívida com a sociedade, quero pagá-la. Por mim, estou pronto para me apresentar quando quiserem.”

O antigo ministro, que também desempenhou funções de vice-presidente do BCP, continua a clamar por inocência.

Armando Vara avisa ainda que o caso não se ficará por aqui, apesar de estar pronto para se apresentar na cadeia para cumprir pena.

“Há outras instâncias onde, no futuro, o poderei fazer”, disse, alinhando pela mesma linha de pensamento do seu advogado.

Armando Vara foi condenado em setembro de 2014 pelo Tribunal de Aveiro a cinco anos de prisão efetiva por três crimes de tráfico de influência.

O coletivo de juízes deu como provado que o antigo ministro e ex-vice-presidente do BCP recebeu 25 mil euros do sucateiro Manuel Godinho, o principal arguido no caso, como compensação pelas diligências por si empreendidas e a empreender em favor das suas empresas.

Inconformado com a decisão, o arguido recorreu para o Tribunal da Relação do Porto que negou provimento ao recurso, mantendo integralmente o acórdão da primeira instância.

Armando Vara interpôs novo recurso, desta vez para o Supremo Tribunal de Justiça, que não foi admitido, recorrendo então para o TC, que no passado mês de julho decidiu “não conhecer do objeto” do recurso interposto.

A defesa reclamou então desta decisão, sem sucesso.

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