Ciência

Tenha cuidado com os vídeos do YouTube sobre cancro da próstata, alertam cientistas

A esmagadora maioria dos vídeos publicados no YouTube sobre cancro da próstata coloca os pacientes em risco, uma vez que contém informações médicas enganosas, concluiu um estudo da da NYU School of Medicine.

Uma equipa de cientistas da NYU School of Medicine, de Nova Iorque, analisou os 150 vídeos mais vistos sobre a doença, na plataforma da Google, e concluiu que 77 por cento contêm erros, conteúdo sem rigor e mesmo informação falsa.

Esta pesquisa, publicada no jornal European Urology e citada pela Sky News, descobriu que apenas 53 por cento dos vídeos alertaram para os efeitos secundários de diferentes tratamentos propostos.

Segundo os investigadores, 19 por cento desses vídeos recomendavam medicamentos alternativos cuja eficácia não está cientificamente comprovados, sendo que alguns desses fármacos poderiam mesmo prejudicar os doentes.

Um vídeo, por exemplo, aconselha os pacientes a injetar ervas na próstata, para tratar o cancro.

Os pesquisadores estimam que a audiência desses vídeos do YouTube atinja pelo menos 1,3 milhões de pessoas.

“O nosso estudo comprova que as pessoas devem ter cuidado com os vídeos publicados no YouTube sobre o cancro da próstata”, salienta a urologista Stacy Loeb, responsável máxima por um painel de especialistas em redes sociais da American Urological Association (AUA).

“Há informações valiosas disponíveis, mas as pessoas precisam verificar a fonte para ter certeza de que são confiáveis ​​e perceber que os vídeos ficam desatualizados muito rapidamente”, salienta ainda.

Loeb destaca ainda que as fontes online confiáveis,​ sobre o cancro da próstata, estão amplamente disponíveis. E que é impossível à comunidade médica fazer um controlo sobre a informação falsa ou incompleta que prolifera naquela plataforma.

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