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Angola leva para a conferência de energia em África reforma no setor petrolífero

Angola participa, de 9 a 11 de outubro próximo, na conferência anual promovida pela “Africa Oil & Power”, a decorrer na África do Sul, na qual abordará a situação do setor petrolífero depois das reformas adotadas pelo país.

Um comunicado a que agência Lusa teve hoje acesso refere que o evento, a ter lugar na Cidade do Cabo, África do Sul, da elite da indústria energética do continente africano engloba um extenso programa sobre Angola, que inclui um debate, com a participação de vários oradores e um discurso do ministro dos Recursos Minerais e Petróleos angolano, Diamantino de Azevedo, para explicar as novidades do país no setor do petróleo e gás.

O país contará com um pavilhão representativo na conferência, prevendo-se também o lançamento oficial do “Africa Energy Series – Angola 2019”.

A nota realça que o setor do petróleo e gás de Angola está a passar por uma fase de grande revitalização, realçando o lançamento no passado dia 03 deste mês da primeira fase de uma exposição itinerante internacional de forma a promover a atribuição de licenças de exploração de blocos perolíferos nas bacias de Benguela e do Namibe.

“Todos os detalhes relacionados com a atribuição destas licenças – referentes a 10 blocos – serão abordados na Cidade do Cabo, por membros do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos, da empresa nacional de petróleo, Sonangol, e da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis de Angola”, adianta a nota.

No certame, o Governo angolano terá também a oportunidade para apresentar a nova legislação para o desenvolvimento de campos marginais, nos blocos já em produção, de forma a monetizar o processo de extração do petróleo e gás natural e que contêm profundas alterações nos processos de concursos públicos, tornando-os muito mais simples e transparentes.

O presidente da Câmara de Energia Africana em Angola, Sérgio Pugliese, citado no comunicado, realçou a “autêntica revolução, pela positiva, na forma como os negócios estão agora a ser feitos no setor petrolíferos e do gás em Angola”.

“A abordagem flexível e orientada para os resultados do ministro Diamantino Azevedo, em conjunto com os novos reguladores setoriais, desencadeou mais prospeção e atividade do que em anos anteriores, mas fez também regressar um ambiente de otimismo à indústria que, de forma lenta, mas segura, está a regressar aos níveis de atividades que se verificavam até 2014”, lê-se no documento.

Segundo Sérgio Pugliese, as empresas angolanas estão, cada vez em maior número, à procura de acordos com outros parceiros, africanos e internacionais, avançados tecnologicamente, que possibilitem um apoio claro e inequívoco ao ressurgimento de atividade.

Para o presidente da Câmara de Energia Africana em Angola, a “Africa Oil & Power” oferece a plataforma para selar esse tipo de acordos.

A Câmara de Energia Africana apoia as reformas do setor do petróleo e do gás em Angola, bem como em qualquer em qualquer país do continente, e aponta do Senegal como um excelente exemplo de um mercado emergente de gás e petróleo, que atrai com êxito capital e investimento e que demonstra ter um enorme potencial de crescimento.

Na conferência, participam também representantes dos governos e indústrias do Senegal, Gâmbia, Sudão do Sul e Lesoto.

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