Crónicas

Algo dentro de mim está a morrer e chama-se ignorância

Quanto mais desperta estou para esta real certeza assusto-me ao encará-la.

Obrigar-me a penetrar naquilo que sempre viveu em mim e aceitar que fui apenas eu a responsável por alimentar cada vez mais esta “fragilidade”, fazendo com que se tornasse cada vez mais poderosa, resgato a certeza que se fui eu que a criei sou também eu que tenho o poder para a transformar.

Desprotegida e insegura me sinto quando me deixo envolver por esta ignorância recheada de falsos medos e falsas realidades. Faz parte senti-la profundamente para que ela se torne tão parte de mim para que eu possa comandá-la no sentido de lhe dar cada vez menos espaço para que ela não tenha a fineza de aniquilar a tão bela sabedoria que já fui conquistando ao longo dos “tempos”.

Ela é tão “esperta”, tão subtil, tão capaz de nos amedrontar, tão capaz de nos desviar da beleza que é a vida eterna. Ela tem a capacidade de escurecer os mais encantadores lugares que já fomos capazes de vislumbrar.

Desbravando esta irreal faculdade da mente que cria a neblina fantasmagórica que perturba a realização da total felicidade e liberdade, vou aos poucos desapegando de tudo aquilo que escurece os meus dias na Terra. A coragem para conquistar esta transformação leva-nos a um estado de humildade pela valiosa paciência que adquirimos quando percebemos que nada vence pela força das nossas vontades inferiores mas sim pela força das vontades maiores que nos ensinam a Amar aquilo que é, aquilo que tem que ser. E nesta aprendizagem minuciosamente observada aprendemos que tudo é regido pela leis universais, prevalecendo, aquilo que dás é aquilo que recebes.

Grata aos “mestres” a que cheguei que tanto me ensinam e me ajudam na libertação da dor daquilo que o “ego” insiste em conquistar. No estado meditativo mais profundo encontro todas as respostas para aquilo que vai surgindo e delicadamente “obrigo-me” a respeitar o tempo, que não é o meu, mas sim o de que tudo comanda.

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