Clube dos Pensadores

A inveja

InvejaDurante estes 10 anos de Clube dos Pensadores aprendi a ver quem é meu amigo e quem não é. Também aprendi a ver os interesseiros e que lhes dá jeito dizerem que me conhecem. Por outro lado, percebi que quem eu achava e gostava que me podia acompanhar nesta cruzada de cidadania, não passavam de miragens. Problema dessas pessoas, elas é que ficam a perder.

Mas tive o agradável prazer de ter presente nos 10 anos do Clube se a memória não me falha: o Fausto Machado, distinto médico e meu amigo de infância, Manuel Almeida, engenheiro e meu amigo de infância, o Mário, que nunca falta a um debate, conhecido pelo ‘gasolinas’, o Joaquim, antigo empregado da Favorita e um amigo da minha infância. Por fim, o Dias dos Santos, um fã do clube e recente amigo que muito considero.

Estes amigos são de S. Mamede de Infesta, e os outros, que se dizem muito meus amigos, alguns deles, com obrigação de  estarem presentes ou enviar um SMS, correio electrónico ou fazerem uma chamada? Nickles!

Um bando de invejosos e ciumentos. Inveja por eu conseguir algo incomum e inédito em Portugal. Inveja por eu me ter tornado conhecido e mediático. Mas esquecem-se de que tudo que faço é com muito esforço e trabalho para o bem do cidadão e o bem público. Em vez de terem orgulho em terem um amigo assim, têm inveja.

A inveja é horrível é um dos sete pecados mortais. A inveja é um sentimento de inferioridade e de desgosto diante da felicidade do outro. Mas que culpa tenho eu de conseguir fazer o que faço?

O Clube não me dá riqueza monetária mas dá-me riqueza humana e satisfação pessoal, mas reconheço que é uma conquista pessoal.

A inveja está intimamente ligada ao ciúme e atormenta quem não gosta de mim e do Clube.

A expressão popular dor de cotovelo pode ser usada neste contexto, não só, para muitos de S. Mamede de Infesta, onde nasci para mal dos meus pecados, mas para muitos outros, incluindo gente da minha família.

Há objectos que são usados como amuleto ou talismã contra a inveja e o mau olhado: o olho grego, o pé de coelho, a figa, a ferradura, etc.

Não ligo muito a isso e todos os debates do Clube têm sempre muita gente e não faltam convidados. Não me posso queixar do interesse que suscita este Clube dos Pensadores.

Na minha juventude tive um carro insuperável que marcou a minha vida: Triumph TR6, um descapotável fenomenal e um prazer de condução.

Nesse tempo o meu amigo Chico Marques Pinto que faleceu precocemente dizia-me: “Jota, esta malta aqui de S. Mamede são uns invejosos. O teu carro é lindíssimo e está muito bem tratado. Nunca o vendas. O estarem sempre a dizer mal é inveja de não terem um igual”.

Todavia, o carro começou-me a dar problemas e eu cansei-me. E, um dia, apareceu um comprador e vendi-o.

Não é que várias pessoas de S. Mamede de Infesta, sabendo que o vendi, que nunca me tinham falado do carro, abordaram-me dizendo que foi uma pena vender o carro, que era fantástico, blá, blá, blá. Mas por dentro, todos contentes por eu o ter vendido.

Penso para os meus botões: o Chico Marques Pinto bem tinha razão e dedico-lhe este texto em sua memória. Alguém que era de S. Mamede, adorava carros e era um amigo único. E, o mais importante, não tinha inveja de mim.

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