Sentir sem Sentidos

Hoje pela manhã apreciava uma flor e detectei o quanto ela embelezou o meu momento. Observei o porquê de algo exterior ter alterado o meu estado de espírito para melhor. E como tenho uma tendência natural para perceber o porquê de tudo, questionei-me: E se esta flor não estivesse ali? Continuaria no registo que estava antes de a ter apreciado…? E nós humanos somos assim mesmo aumentamos e diminuímos a frequência do nosso bem-estar orientados por acontecimentos externos.

Parar de sentir o exterior da forma como os nossos sentidos o indicam é uma experiência que todos nós nos deveríamos propor a ter.

A beleza da vida não está na natureza, nem em nada que venha de fora, pois se assim fosse o que seria daqueles que por diversas razões vivem em situações de que o sol é inexistente, a guerra é uma constante, a doença é permanente e a solidão uma circunstância. Se estes escolherem viver e não morrer na vida uma das soluções que encontram para que a Paz em Amor seja permanente, é o efectivo controle das emoções que grande parte das vezes revelam-se pelo que os nossos sentidos se alimentam.

Temos grandes exemplos daqueles que por ordem da aprendizagem possuem algum dos sentidos adormecidos e grandes obras executaram, tais como, Helen Keller, cega e surda, que superou todos os obstáculos, tornando-se uma das mais notáveis personalidades do nosso século. Sentia as ondulações dos pássaros através dos cascos e galhos das árvores. Tornou-se uma célebre escritora, filósofa e conferencista. Famosa pelo fabuloso trabalho que desenvolveu em favor das pessoas portadoras de “deficiências”. Beethoven que ficou totalmente impossibilitado de ouvir aos 46 anos. Em completa surdez compôs ainda 44 obras musicais. A surdez possibilitou-lhe que se tornasse mais introspectivo, profundo, contemplativo e livre das convenções musicais.

Na minha experiência de vida, sem nenhum dos meus sentidos afectados pela doença, já tive a oportunidade de os anular para verdadeiramente Amar. Os nossos comandos absorvem aquilo que a nossa personalidade reclama. E quando não é correspondida temos a tendência de nos desiludirmos e cair na tristeza. E como a vida nos vai ensinando que o caminho é “servir” vamos permitir-nos a dar um pouco de atenção a esta experiência absolutamente enriquecedora para que a propagação do Amor seja realmente efectivada.

Trabalhar com os “sem abrigo” demonstrou-me a facilidade que temos em neutralizarmo-nos por Amor ao próximo, sem nada em troca, pois não há lugar a vencimento, não são nossos filhos nem familiares, mas sim seres humanos que de nós precisam e deles precisamos para juntos aprendermos a Amar.

Quando partirmos deste plano os nossos sentidos inactivam-se juntamente com o nosso físico e só a vibração se manterá viva, por isso façam o convite a vocês próprios e encontrem espaço nos vossos dias para agirem com menos força nos comandos do corpo dando lugar a mais radiação no coração.

A aprendizagem sobre as diversas energias que se acumulam em nós é uma mais-valia para que rapidamente possamos viver a “sentir sem sentidos”.

Aumentando significativamente a nossa qualidade como Seres de Amor.


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