Economia

Deu os parabéns à crise financeira? Faz hoje dez anos

Há dez anos, o Northern Rock pediu um financiamento de emergência ao Banco de Inglaterra. Os depositantes correram para levantar as poupanças e o pânico instalou-se. Foi o primeiro ato de uma longa crise financeira que Portugal sofreu em particular, ao ponto de ter sido obrigado a chamar a Troika.

Já se suspeitava que era o fim do mundo (financeiro). O prestigiado BNP Paribas, de Franças, tinha cancelado três fundos de alto risco, sinal que não passou despercebido aos especialistas. Mas é o alerta do Northern Rock que torna público a inexistência do dinheiro.

Nesse dia 14 de setembro de 2007, o banco com mais crédito hipotecário no mercado britânica pediu socorro ao banco central. E nasceu a crise financeira. Passam hoje dez anos.

A confiança no Northern Rock ruiu, com os depositantes a levantarem 12.200 milhões de libras durante o segundo semestre do ano. Desde 1866 que não se via um pânico financeiro assim no Reino Unido.

Na bolsa, o banco perdeu 32 por cento do valor. Cerca de meio ano depois de pedir ajuda, o Northern Rock é nacionalizado. Era “uma medida temporária”, disseram então.

O Northern Rock foi partido em dois bancos, o ‘bom’ e o ‘mau’. Lembra-lhe algo?

O magnata Richard Branson comprou o novo banco, perdão, o banco bom por 1000 milhões de libras. Em carteira, 22.000 milhões em empréstimos e 16.600 milhões em depósitos.

No banco mau ficaram 75 milhões de libras de ativos tóxicos. Um termo cunhado há quase dez anos, na sequência da então recém-nascida crise financeira.

Nos meses seguintes, o Banco de Inglaterra teve de salvar o Royal Bank of Scotland, o HBOS e o Lloyds. Mas já não era só um problema britânico: a crise financeira era já global.

Passam hoje dez anos que tudo começou.

 

 

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