Economia

Wall Street fecha em alta com recorde do Nasdaq

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em nítida alta, graças ao relativo apaziguamento dos receios dos investidores com a geopolítica, enquanto esperam uma série de resultados dos principais bancos, que marcam o início da prestação de contas.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o tecnológico Nasdaq fixou um novo recorde, ao valorizar 1,39 por cento, para os 7.823,92 pontos.

Os outros principais índices também apresentaram fortes progressões, com o seletivo Dow Jones Industrial Average a avançar 0,91 por cento, para as 24.924,89 unidades, e o alargado S&P500 a subir 0,87 por cento, para as 2.798,29.

Vários observadores do mercado mencionaram os progressos realizados no dossier do orçamento da NATO para explicar a subida das cotações.

Donald Trump afirmou hoje que tinha obtido o compromisso dos seus aliados para acelerarem a cadência de aumento das despesas militares, declarando-se “muito contente” no final de uma tensa cimeira da NATO, em Bruxelas.

A atualidade internacional esteve hoje em destaque, antes de passar o protagonismo à divulgação de uma série de resultados empresariais, designadamente dos principais bancos, que vão marcar o início da época de prestação de contas relativa ao segundo trimestre.

Antes da abertura da sessão de sexta-feira são esperados os números do Citigroup, JPMorgan Chase e Wells Fargo.

De momento, entre “as 30 empresas do S&P500 que já apresentaram os seus resultados, mais de 90 por cento superaram as expectativas, tanto no volume de negócios como nos resultados”, afirmou Sam Stovall, da CFRA.

“Durante o primeiro trimestre, cerca de 70 por cento das empresas ultrapassaram as expectativas. Encaminhamo-nos para o mesmo nível de desempenho”, comentou Ken Berman, da Gorilla Trades.

Os investidores ficaram hoje também a conhecer os valores do índice de preços no consumidor em junho.

Estes preços subiram modestamente, mas o suficiente para fazer subir a taxa de inflação para o máximo dos últimos seis anos.

“Mas, de momento, não há razão de alarme para a Fed”, o banco central dos EUA, a Reserva Federal, estimou Chris Low, da FTN Financial.

Mais partilhadas da semana

Subir