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Reportagem da TVI associa IRA a terrorismo e incendeia as redes

Uma reportagem da TVI aborda a situação do grupo de Intervenção e Resgate Animal (IRA), que atua de forma encapuzada no resgate de animais maltratados. O trabalho jornalístico, que ainda aponta para alegadas ligações do PAN a esta entidade, associa o IRA a terrorismo e o tema já incendiou as redes sociais.

Assinada pelos jornalistas Ana Leal e André Carvalho Ramos, a reportagem fala em “perseguições armadas aos donos” dos animais feitas pelo IRA, instituição que chega mesmo a entrar “dentro das suas casas” e “ameaçam de morte quem os enfrenta”.

Esta entidade está a ser investigada pela Unidade de Contraterrorismo da Polícia Judiciária e pelo Ministério Público.

Cristina Rodrigues faz parte da comissão política do PAN e foi candidata à Câmara Municipal de Sintra, além de ser chefe de gabinete do deputado André Silva, e à TVI não conseguiu negar que é uma das encapuzadas num vídeo feito pelo grupo de resgate a animais.

De acordo com a reportagem, Cristina Rodrigues já assinou procurações em nome do IRA.

Já André Silva, deputado do PAN, seguidor do IRA nas redes sociais, negou também qualquer envolvimento do partido com esta entidade, embora já os tenha recebido no Parlamento, ainda de acordo com a reportagem da estação de Queluz.

Ao longo da reportagem foram ouvidas várias pessoas que se queixam da forma de atuação deste grupo.

Paula Neto falou à TVI e mostrou-se indignada com o IRA.

“Há um incentivo a que sejam cometidos atos de violência e onde se alimenta a ideia de justiça pela própria mão, cometendo com isso todas as injustiças e crimes possíveis e imaginários”, diz.

Amália Sampaio, também ouvida como testemunha nesta reportagem, descreve o IRA como uma “seita de fanáticos”.

Nas redes sociais, a entidade IRA – Intervenção e Resgate Animal – já reagiu à reportagem da TVI e dizem que sabiam que iam falar deles como “terroristas, bandidos e afins”.

“E adiantamos já que não, o Bruno Carvalho e o Mustafá não são membros do IRA”, ironizou.

E acrescentam: “Terrorismo, assaltos à mão armada, perseguições e ameaças de morte. Ainda hoje raptámos crianças daquela escola onde fomos.  Esperemos bem que não se esqueçam do tráfico de armas, droga e de sermos nazis.”

Veja a reportagem

Os elementos do IRA salientam ainda que caso não sejam mostradas provas “disso tudo”, então “vemo-nos em tribunal e se calhar pagamos a transformação do Hércules com a indemnização.”

Este trabalho jornalístico provocou uma verdadeira onda de revolta nos defensores do grupo. Consideram que a mensagem é tendenciosa e não conta toda a verdade. Na caixa de comentários à reação do IRA, multiplicaram-se mensagens de apoio.

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